- O diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos do Banco Central, Paulo Picchetti, disse que o Bitcoin surgiu como resposta à descrença nas instituições financeiras.
- Ele afirmou que o Bitcoin é uma moeda referenciada nela mesma, o que dificulta usá-lo como meio de pagamento, apesar de ter aberto espaço para stablecoins e outras criptomoedas.
- Picchetti ressaltou a importância de criar normas para regulamentar o mercado cripto e prevenir uso indevido, como lavagem de dinheiro, terrorismo e tráfico de drogas.
- Sobre o Drex, projeto do Banco Central, não há prazo definido para sua implementação; a ideia é ter uma rede rápida para registro de tokens, com etapas ainda por liberar.
- O presidente do BC, Gabriel Galípolo, já havia dito, em novembro do ano anterior, que a tecnologia do Drex não era viável, e que o BC busca alternativas com ativos tokenizados para atender a segurança, liquidez e escalabilidade.
O Bitcoin é visto pelo Banco Central como resposta à descrença nas instituições financeiras, segundo Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos. A afirmação foi feita durante o XII Seminário Anual de Política Monetária, promovido pela FGV Ibre, na segunda-feira (6).
Picchetti explicou que o movimento surgiu como reação ao monopólio na emissão de moeda, gerando entusiasmo entre críticos. No entanto, o dirigente destacou que o BTC é uma “moeda referenciada nela própria”, o que complica seu uso como meio de pagamento cotidiano.
O diretor do BC afirmou que o Bitcoin abriu caminho para stablecoins e para outras criptomoedas, mas ressalvou que, até o momento, pagar um café com Bitcoin ainda não é viável. A fala foi publicada pelo Valor Econômico.
Regulação e uso das stablecoins
Picchetti destacou a importância de normas para o mercado cripto, citando remessas ao exterior como caso de uso de stablecoins. Segundo ele, a regulação envolve controle para evitar mau uso, como lavagem de dinheiro, terrorismo e tráfico de drogas.
O tema também abordou o Drex, projeto do BC que busca uma rede para registro de tokens, destinada a facilitar transações de bens como imóveis e veículos. O executivo afirmou que o Drex ainda possui etapas a serem concluídas e não há prazo definido para implementação.
Segundo o BC, houve mudanças de viés ao longo de 2024. Em novembro, o presidente Gabriel Galípolo afirmou que a tecnologia até então utilizada no Drex não era viável. Em janeiro, Rogério Lucca, secretário executivo, sinalizou a priorização da tokenização de ativos e a reestruturação do Drex nos próximos anos.
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