- A Despegar, controladora da Decolar no Brasil, planeja triplicar o tamanho da empresa em três a quatro anos, impulsionada pelo Brasil, com investimento de US$ 100 milhões por ano.
- A meta é aumentar as reservas brutas para US$ 18 bilhões até o final da década.
- Gonzalo Estebarena, novo CEO, disse que a expansão será fortemente baseada em tecnologia e inteligência artificial.
- A integração com plataformas brasileiras, incluindo o iFood, deve sustentar o crescimento, já que 14% da receita da Decolar no Brasil veio do programa de fidelidade do iFood desde 2025.
- A procura por passagens e pacotes desacelerou devido à guerra no Oriente Médio e ao aumento dos preços dos combustíveis, impactando o ambiente de demanda.
A Despegar, controladora da Decolar no Brasil, ainda conhecida pela marca Decolar, planeja triplicar seu tamanho nos próximos três a quatro anos. A meta é aumentar o volume de transações e a atuação na região, impulsionada pela integração com plataformas no Brasil. O objetivo inclui ampliar reservas brutas para cerca de US$ 18 bilhões até o fim da década.
O novo CEO da Despegar, Gonzalo Estebarena, que assumiu o cargo neste mês, disse à Reuters que a empresa pretende investir US$ 100 milhões por ano nesse período. A estratégia privilegia tecnologia, com foco em inteligência artificial para sustentar o crescimento.
A Despegar opera desde Argentina e tornou-se uma das maiores plataformas de viagens da América Latina. A empresa foi adquirida pela investidora holandesa Prosus, cerca de US$ 1,7 bilhão, e deixou de operar na NYSE após a compra.
Parcerias com iFood impulsionam crescimento
Desde o início da integração em 2025, 14% da receita da Decolar Brasil vem de clientes do iFood, que acumulam pontos no programa de fidelidade. Estebarena destacou que o iFood tem 25 vezes mais clientes, apontando uma grande oportunidade de expansão.
O executivo explicou que a principal alavanca é a base de clientes maior do ecossistema brasileiro. A empresa visualiza ampliar a participação de clientes integrados com outras plataformas do portfólio da Prosus no Brasil.
Houve, ainda, alguma desaceleração nas vendas de passagens e pacotes, associada à alta dos preços do petróleo e à incerteza entre consumidores. Estebarena afirmou que o efeito deve se refletir nos preços devido ao custo maior de combustíveis, ainda que não de forma uniforme.
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