- Em março de 2026, o endividamento das famílias atingiu 80,4%, recorde da série da Peic, divulgado pela CNC.
- O índice superou 77,1% de março de 2025 e 80,2% de fevereiro deste ano.
- Dentre os households endividados, 29,6% estavam com dívidas em atraso, mantendo o patamar de fevereiro; 12,3% não tinham condições de pagar as dívidas atrasadas.
- O tempo médio de atraso permaneceu em 65,1 dias, com 49,4% das dívidas em atraso superiores a 90 dias.
- O comprometimento da renda ficou em 29,6%, menor que o registrado no ano anterior (29,9%); 19,2% têm metade da renda ou mais comprometida, com variações conforme faixa de renda.
O índice de endividamento das famílias atingiu 80,4% em março de 2026, segundo a CNC. A taxa, calculada pela Peic, registra novo recorde na série histórica. O levantamento é mensal e divulgado nesta terça-feira (7).
O total de famílias com dívidas em atraso ficou em 29,6%, estável frente fevereiro. Já o contingente sem condições de pagar dívidas em atraso foi de 12,3%, com queda de 0,3 ponto.
O tempo médio de atraso permaneceu em 65,1 dias. A queda no percentual de inadimplentes por mais de 90 dias ajudou a puxar o índice geral, para 49,4% nesse segmento.
Comportamento por renda
O comprometimento da renda com dívidas ficou em 29,6%, ligeiramente acima do registrado no ano passado (29,9%). Metade dos rendimentos ou mais em dívidas alcançou 19,2%, em queda frente a ciclos anteriores.
O aumento do endividamento ocorreu em todas as faixas de renda, com destaque para famílias que ganham acima de cinco salários. Por outro lado, a inadimplência recuou entre quem recebe até cinco salários. As métricas também caíram entre rendimentos superiores a 10 salários.
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