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Fed pode aumentar juros para combater inflação com guerra no Irã

Fed avalia alta de juros pela primeira vez em anos, com guerra no Irã elevando custos de energia e pressionando a inflação para cima

FILE- In this Feb. 5, 2018, file photo, the seal of the Board of Governors of the United States Federal Reserve System is displayed in their building in Washington.
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  • O Federal Reserve avalia a possibilidade de subir a taxa de juros pela primeira vez em anos, diante de custos de combustível mais altos por causa do conflito com o Irã e da inflação acima da meta.
  • A presidente do Federal Reserve Bank de Cleveland, Beth Hammack, disse que prefere manter a taxa estável, mas pode haver aumento se a inflação permanecer acima do objetivo.
  • Economistas estimam inflação anual de 3,1% em março e até 3,5% em abril, acima da meta de 2%.
  • Os preços da gasolina subiram desde o início do conflito, com média nacional de 4,12 dólares por galão, aumento de 80 centavos em relação ao mês anterior.
  • O Fed busca equilíbrio entre inflação e emprego; alta pode frear consumo e crescimento, enquanto cortes dependeriam de deterioração do mercado de trabalho.

A possibilidade de ajuste na taxa de juros dos EUA ganhou espaço na memória dos mercados à medida que o conflito na região do Irã eleva os custos com combustível e pode manter a inflação acima da meta. A aposta de alta permanece sitiada entre manter a taxa estável e agir caso a inflação persista.

Beth Hammack, presidente do Federal Reserve Bank of Cleveland, disse à Associated Press que prefere manter a taxa referência estável por um tempo, mas abriu a possibilidade de alta se a inflação permanecer acima do alvo. Ela também mencionou cenários em que cortes poderiam ocorrer, caso o mercado de trabalho sofra deterioração relevante.

A inflação americana já mostra sinais de valorização. Economistas projetam alta anual de 3,1% em março, ante 2,4% em fevereiro, e Hammack estima até 3,5% em abril, o maior patamar desde 2024. O governo deve divulgar a leitura de março na sexta-feira.

pressões do combustível

Os preços da gasolina subiram desde o início do conflito, com média nacional de 4,12 dólares por galão na segunda-feira, alta de 80 centavos em relação ao mês anterior. Hammack afirmou ouvir relatos consistentes da sua região sobre esse impacto.

Para a dirigente, a área sob sua atuação — que abrange Ohio e partes de Pennsylvania, West Virginia e Kentucky — aponta que o aumento de combustível reduz o poder de compra dos trabalhadores. O efeito é citado como principal dificuldade para moradores da região.

dilema institucional

O Fed enfrenta dois objetivos legais: controlar a inflação e sustentar o emprego. O conflito no Irã tende a influenciar ambos, elevando custos e potencialmente freando o consumo. Ao mesmo tempo, a inflação persistente pressiona pelo oposto, dificultando decisões. O resultado depende da duração do conflito e da trajetória dos preços de energia.

A situação evolui conforme o banco central monitora dados econômicos e custos energéticos desde o início da guerra, há seis semanas, prazo que já ultrapassou as expectativas de Hammack na última reunião.

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