- A Fundação Solana anunciou, na segunda-feira, a criação de um programa de segurança após o ataque que roubou US$ 285 milhões do protocolo Drift.
- A medida principal é o Stride, uma avaliação prática feita pela Asymmetric Research nos grandes projetos da Solana.
- Protocolos com TVL acima de US$ 10 milhões que passarem na avaliação receberão segurança operacional contínua e monitoramento ativo, com apoio financeiro da fundação.
- Protocolos com TVL acima de US$ 100 milhões também receberão verificação formal financiada pela Fundação Solana.
- O Stride terá oito pilares de segurança e resultados públicos; a fundação criou ainda o Solana Incident Response Network (SIRN) para ações rápidas em crises.
A Fundação Solana anunciou na segunda-feira (6) a criação de um programa para reforçar a segurança de protocolos que utilizam a blockchain da Solana. A medida surge após o ataque ao protocolo Drift, que resultou no roubo de US$ 285 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão).
A principal novidade é o Stride, uma avaliação prática conduzida pela Asymmetric Research para analisar grandes projetos da Solana. Protocolos com TVL acima de US$ 10 milhões que passarem na avaliação receberão monitoramento ativo e suporte financeiro contínuo.
Para projetos com TVL superior a US$ 100 milhões, a fundação também financiará verificações formais, que examinam possíveis caminhos de execução em contratos inteligentes para confirmar correção.
Stride será baseado em oito pilares de segurança e terá resultados publicados publicamente, conforme a iniciativa avança. O objetivo é ampliar a transparência e a capacidade de detecção de vulnerabilidades em tempo real.
Além disso, a Solana anunciou o Solana Incident Response Network (SIRN), um grupo de empresas de segurança e pesquisadores voltado à resposta rápida a crises de segurança.
Ainda conforme a instituição, as medidas anunciadas não impediriam o ataque ao Drift. A vulnerabilidade foi de natureza humana, com invasão ocorrendo após meses de infiltração e uso de código malicioso.
Especialistas indicam que, em diferentes cenários, o SIRN poderia ter agido de forma mais ágil para congelar fundos roubados, caso estivesse em funcionamento no momento do incidente.
A iniciativa visa fortalecer a postura de segurança de protocolos que operam na blockchain da Solana, com atuação conforme o perfil de risco de cada projeto.
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