- Polícia Civil prendeu quatro suspeitos em uma investigação de crime digital e sequestro, ligada a golpes aplicados em São Paulo.
- A quadrilha é acusada de um golpe de R$ 146,5 milhões contra um grande banco, com 272 contas e 607 operações financeiras.
- Do total recebido pelos criminosos, R$ 70 milhões foram para o influenciador Gabriel Spalone, que deveria converter o dinheiro em criptoativos.
- O sequestro ocorreu após o banco bloquear a movimentação do valor, gerando ameaças contra o influenciador; crime aconteceu em fevereiro do ano passado.
- A operação, que envolveu mandados de prisão e busca, resultou na apreensão de carros de luxo, relógios, armas e eletrônicos; cerca de R$ 50 milhões ainda não foram recuperados.
O influenciador Gabriel Spalone ficou envolvido em um golpe digital de grande escala, em que criminosos sequestraram a vítima após ele receber dinheiro desviado de um banco para comprar criptomoedas. O episódio ocorreu em fevereiro do ano passado, em um shopping da cidade de São Paulo. O dinheiro deveria ter sido convertido em criptoativos, mas a movimentação foi bloqueada pelo banco, o que motivou o sequestro.
A operação aponta que a quadrilha movimentou 146,5 milhões de reais por meio de hackers, distribuídos em 272 contas bancárias e 607 operações financeiras. Desse montante, cerca de 70 milhões teriam ido parar na conta do influenciador, o que gerou a investigação e o desdobramento do caso. Parte dos recursos foi bloqueada ou desviado, motivando as ações dos criminosos.
Ao longo da investigação, seis mandados foram expedidos, entre prisão e busca. Cinco suspeitos já foram localizados: quatro presos recentemente e um detido previamente; um suspeito continua foragido. A polícia também apreendeu veículos de luxo, relógios, armas e equipamentos eletrônicos.
Prisões e desdobramentos
A operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo resultou na prisão de quatro suspeitos nesta terça-feira (7). A ação visa esclarecer o esquema, identificar demais envolvidos e recuperar parte do dinheiro ainda não recuperado, estimado em cerca de 50 milhões de reais.
Parte dos recursos já recuperados, porém não todo o montante. Os agentes prosseguem com perícias em dispositivos eletrônicos e apreensão de novos indicativos que possam sustentar a investigação. Não houve informações sobre a motivação individual dos envolvidos além do esquema.
As autoridades afirmam que o caso envolve fraude digital complexa, com uso de hackers para desviar recursos de uma instituição financeira. O objetivo da quadrilha, conforme apurado, era converter a soma desviada em criptomoedas e manter o dinheiro oculto até futuras novas operações.
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