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Investidor que apoiou o Facebook em 2005 mira startups brasileiras sem foco em IA

Investidor do Facebook, Kevin Efrusy, diz que a febre da IA abre espaço para startups latino-americanas, com foco em soluções nacionais

Kevin Efrusy: A IA é obviamente muito real e está impactando todos os setores de uma forma ou de outra. A atenção que ela recebe é certamente bem merecida
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  • Kevin Efrusy, sócio da Accel, afirma que a febre de IA nos mercados desenvolvidos pode tornar o ambiente de venture capital na América Latina mais racional, ajudando empresas em áreas como consumo e marketplaces.
  • O investidor mantém foco na América Latina há mais de uma década e investe com capital próprio em cerca de 30 startups da região, com participação em empresas brasileiras como Wellhub, Quinto Andar, Flash e Pismo.
  • Recentemente, liderou um follow-on na Azos, empresa de seguros, em rodada Série C de R$ 125 milhões, co-liderada com a Kaszek.
  • Efrusy acredita que a IA será uma ferramenta para startups locais, com oportunidades de desenvolver soluções nacionais e regionais, adaptadas a contextos específicos do Brasil.
  • O investidor destaca que pretende parar de investir, mas continua apoiando empreendedores; a Azos já teve crescimento expressivo, com R$ 100 bilhões em capital segurado e meta de chegar a R$ 180 bilhões em 2026. A rodada atual contou com a entrada da Endeavor Catalyst no cap table.

Kevin Efrusy, sócio da Accel e um dos primeiros investidores do Facebook, mantém foco em startups brasileiras fora do impulso atual de IA. Em entrevista à Bloomberg Línea, ele defende que a febre de IA nos mercados desenvolvidos pode tornar o ambiente de venture capital na América Latina mais racional.

Para o investidor, a atenção global em IA é real, mas abre espaço para empresas importantes em outras áreas. Ele aponta que negócios de consumo e marketplaces devem se beneficiar da IA sem serem ofuscados pela tendência dominante.

Oportunidades

Efrusy participou recentemente de um follow-on na Azos, empresa de seguros, em uma rodada Série C co-liderada com a Kaszek, de R$ 125 milhões. A operação reforça a aposta em mercados emergentes na região.

No portfólio da Accel na América Latina, o investidor atua em cerca de 30 startups, com presença no Brasil em empresas como Wellhub, Quinto Andar, Flash e Pismo, adquirida pela Visa em 2023.

Segundo ele, o ecossistema latino-americano não está em condições de rivalizar com gigantes como OpenAI ou Anthropic, mas oferece espaço para soluções nacionais que a IA pode aprimorar. A ideia é treinar IA adaptada a problemas locais.

O Brasil, segundo Efrusy, consolidou uma infraestrutura favorável, com previsibilidade regulatória, cultura de colaboração e um ecossistema financeiro robusto, ajudando a internalização de talentos e investimentos. Países emergentes devem seguir reformas para ampliar o ecossistema.

Olhar do investidor

Efrusy, hoje com mais de 50% da vida dedicada a investimentos, diz que pretende reduzir a atuação no mercado, mantendo o apoio a empreendedores. A persistência de fundadores e a crença nos produtos que constroem influenciam as estratégias atuais.

Entre os exemplos, cita a Azos, onde o cofundador Rafael Cló lidera a visão de longo prazo, com foco no bem-estar das pessoas e impacto social. O faturamento da empresa quase dobrou no último ano, alcançando cerca de R$ 100 bilhões em capital segurado.

Para 2026, a Azos projeta aumentar esse nível em mais R$ 80 bilhões. A rodada recente marcou a entrada da Endeavor Catalyst no cap table, reforçando a parceria entre investidores tradicionais e aceleradoras na região.

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