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Oito startups brasileiras entram para a lista Outliers da Endeavor

Brasil soma 39 das 225 Outliers da Endeavor, com oito estreias e média de crescimento de oitenta por cento ao ano, impulsionando inteligência artificial e internacionalização

As oito startups do Brasil que entraram na lista de ‘Outliers’ da Endeavor
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  • O Brasil tem 39 das 225 empresas Outliers da Endeavor em 2025, cerca de 17% do total.
  • Oito startups brasileiras estrearam na lista este ano: Pagaleve, Blipay, Barte, Omie, Conta Azul, 180 Seguros, Loft e Tractian.
  • Em média, as outliers nacionais têm 12 anos de operação, crescem cerca de 80% ao ano e geraram R$ 43,2 bilhões em receita em 2025, com faturamento médio de R$ 1,1 bilhão.
  • 80% dos Outliers globais operam fora de seus países de origem; o Brasil ainda tem poucas companhias globais, mas há espaço para ampliar esse alcance.
  • A inteligência artificial é apontada como motor do próximo ciclo de crescimento; a Tractian é citada como exemplo de IA aplicada a indústria com parte do faturamento vindo de fora.

O Brasil teve oito novos representantes na lista Outliers da Endeavor, selo global que destaca as empresas com maior crescimento dentro de seu portfólio. A edição deste ano traz 39 empresas brasileiras entre 225 no total, o que reforça a significance do País para a rede global da organização.

As novas entradas são: Pagaleve, Blipay e Barte (fintechs); Omie e Conta Azul (SaaS); 180 Seguros (insurtech); Loft (proptech); e Tractian, startup de AI voltada a indústria. Elas somam-se a nomes já consolidados como Creditas, Neon, VTEX, Insider Store, Alice, Pismo, Nomad e Wellhub.

Segundo a Endeavor, as empresas selecionadas apresentam média de 12 anos de operação, crescem cerca de 80% ao ano e registraram R$ 43,2 bilhões de receita em 2025, com faturamento médio de R$ 1,1 bilhão. A produtividade estimada chega a até 12 vezes a média nacional, mesmo em cenário de juros altos.

Maria Teresa Fornea, presidente da Endeavor no Brasil, destacou ao Brazil Journal que o dado mais relevante é a consistência da lista ao longo do tempo, não o tamanho absoluto. Ela aponta que o Brasil lidera o ranking há anos e mantém uma base estável de empresas que crescem, com novas companhias puxadas por tendências como IA.

A empreitada global também depende da internacionalização. Dados da Endeavor indicam que 80% dos outliers globais atuam fora do país de origem. No Brasil, poucas companhias atingem esse nível global, com Wellhub e VTEX como exemplos, mas há espaço para ampliar essa presença com apoio da rede.

“Nosso papel é evitar que o Brasil fique desconectado dos parâmetros globais e que as empresas daqui consigam competir nesse nível”, afirmou Fornea. A IA é apontada como principal vetor do próximo ciclo de crescimento.

A Tractian é citada como exemplo de produto com foco em IA para calibragem e monitoramento de máquinas industriais. Parte do faturamento da empresa já vem de países como os Estados Unidos, reforçando o movimento de internacionalização.

Para a executiva, o Brasil deve manter a dianteira entre os principais mercados da rede global de empreendedorismo, com impulso dos mentores da Endeavor no País. Globalmente, mais de 430 empreendedores já foram mentorados por fundadores, fortalecendo o efeito multiplicador da organização.

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