- A Petrobras informou que enviou ao Ibama informações para obter autorização de perfuração de mais três poços no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial brasileira.
- Os três poços já estavam no escopo do licenciamento do bloco, dentro da campanha iniciada no Morpho em outubro do ano passado.
- A perfuração foi interrompida no dia quatro de janeiro devido ao vazamento de um fluido biodegradável e retomada em meados de março.
- Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a exploração do poço Morpho deve ser finalizada em meados de junho, aproximadamente em um mês e meio após o previsto.
- A Margem Equatorial é uma região entre o litoral do Amapá e o Rio Grande do Norte, com potencial estimado de até trinta bilhões de barris de óleo equivalente, segundo estudos da Agência Nacional do Petróleo.
A Petrobras informou ao Ibama que encaminhou as informações solicitadas para obter a autorização de perfuração de mais três poços no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, Margem Equatorial brasileira. A medida faz parte do processo de licenciamento da campanha no bloco.
Segundo a estatal, os três poços já estavam incluídos no escopo do licenciamento do FZA-M-59. A campanha teve início pelo poço Morpho, em outubro do ano passado, e foi interrompida em 4 de janeiro por vazamento de fluido biodegradável. A operação foi retomada em março.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que a exploração do Morpho deve ser encerrada aproximadamente um mês e meio após o prazo inicial, com previsão de meados de junho deste ano. A empresa mantém o objetivo de avançar na Margem Equatorial.
Contexto da Margem Equatorial
A Margem Equatorial Brasileira (MEB) se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, abrangendo cinco bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
A região apresenta semelhanças geológicas com áreas produtoras na Guiana e no Suriname, onde grandes reservas foram identificadas recentemente. Estudos da ANP apontam potencial de até 30 bilhões de barris de óleo equivalente na MEB, colocando-a entre as fronteiras exploratórias mais promissoras do mundo.
Para a Petrobras, o avanço na Margem Equatorial figura como estratégia de reposição de reservas e sustentação da curva de produção nas próximas décadas. A companhia busca equilibrar investimentos em novas fronteiras com compromissos de descarbonização e transição energética.
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