- Em 2025, foram 2.466 empresas na recuperação judicial no Brasil, recorde segundo a Serasa Experian.
- O total de processos chegou a 977, alta de 5,5% frente a 2024, com média de 53 recuperações judiciais por mês (103 empresas RJ por mês pelo critério de CNPJs).
- Agropecuária respondeu por 30,1% das RJ (743 empresas) e Serviços por 30,0% (739); Comércio ficou com 21,7% (535) e Indústria, 18,2% (449).
- Analistas atribuem a alta a juros elevados e crédito mais seletivo, fatores que pressionam o caixa das empresas.
- Falências caíram 19% em 2025, somando 698 CNPJs; em janeiro de 2026, havia 8,7 milhões de CNPJs negativados.
A recuperação judicial de empresas no Brasil atingiu recorde em 2025, segundo o Indicador de Falências e Recuperações Judiciais da Serasa Experian. Ao todo, 2.466 companhias entraram com processos para renegociar dívidas, em meio a juros elevados e crédito mais seletivo.
O estudo aponta 977 processos de RJ no ano passado, correspondendo a uma média de 53 recuperações por mês. Pela ótica dos CNPJs, são 103 empresas ingressando em RJ mensalmente. Agropecuária e Serviços dominaram o ranking, com 30,1% e 30% das recuperações, respectivamente.
Entre os setores, Comércio representou 21,7% e Indústria, 18,2%. Em comparação com 2024, Agropecuária subiu 3,8 p.p., Serviços avançou 0,6 p.p., enquanto Comércio e Indústria caíram 2,4 p.p e 2 p.p, respectivamente. No acumulado de 2012 a 2025, Agropecuária pulou de 1,3% para 30,1%.
A explicação dos analistas envolve custos elevados de financiamento, inadimplência e volatilidade de receitas. Camila Abdelmalack, economista-chefe do Serasa Experian, ressalta que riscos climáticos e de preço de commodities pressionam caixas e justificam o uso da recuperação como forma de preservar operações e empregos.
Inadimplência e falências
Em janeiro de 2026, o país soma 8,7 milhões de CNPJs inadimplentes, com dívida média de cerca de R$ 23.138,40 e cerca de 7 restrições por empresa inadimplente. A inadimplência costuma anteceder RJ, sinalizando alerta para leituras futuras, segundo a economista-chefe.
Os pedidos de falência, por sua vez, caíram 19% em 2025 ante 2024, totalizando 698 CNPJs. O volume de falências permanece abaixo de 2012, quando foram registrados 1.810 pedidos, representando uma queda de 61% no período.
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