- A União Europeia sancionou Mikhail Piotrovsky, diretor do Hermitage Museum, por ser aliado próximo de Vladimir Putin e por ter apoiado a guerra da Rússia contra a Ucrânia.
- A medida faz parte de um pacote de sanções anunciado em 23 de abril, envolvendo mais de cem pessoas ou entidades ligadas à invasão de 2022.
- Piotrovsky dirige o Hermitage desde 1992, sucedendo o pai Boris; tem formação em estudos árabes e arqueologia.
- A UE aponta que ele endossou publicamente a guerra, apoiou leis para incorporar itens culturais ucranianos aos museus russos e autorizou escavações no Crimeia.
- Em 2024, Putin enviou mensagem de felicitações a Piotrovsky pelo aniversário de 80 anos, elogiando seu trabalho no museu.
O Conselho da União Europeia anunciou em 23 de abril a imposição de sanções a Mikhail Piotrovsky, diretor de longa data do Museu Hermitage, em São Petersburgo. A medida o coloca entre as pessoas sancionadas por apoiar a guerra russa na Ucrânia.
A UE aponta que Piotrovsky é “associado próximo de Vladimir Putin” e que tem apoiado e justificado a agressão russa. A decisão integra um conjunto de medidas sobre o conflito, divulgadas pelo bloco europeu.
Piotrovsky assumiu a direção do Hermitage em 1992, sucedendo ao pai, Boris. Seu histórico acadêmico inclui estudos em árabe e arqueologia, com formação na Universidade de Leningrado e na Universidade do Cairo. Putin chegou a lhe enviar uma mensagem de parabéns em 2024, quando completou 80 anos.
Contexto
Segundo a UE, Piotrovsky já apoiou publicamente a guerra e defendeu legislação para incorporar itens culturais ucranianos aos museus russos. A instituição também autorizou escavações na Crimeia, território ocupado pela Rússia.
Outras sanções envolvendo o setor cultural
Além do diretor do Hermitage, outros nomes do universo cultural entraram na lista de sanções. Entre eles, Sergei Obryvalin, dirigente do Ministério da Cultura, relatado por ter envolvimento com bens culturais ucranianos; Igor Solonin, dirigente de uma companhia ligada a um teatro destruído e reconstruído na região ocupada; e Andrey Polyakov, pesquisador que supervisionou escavações na Crimeia.
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