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Agronegócio registra recorde trimestral e fortalece âncora do superávit de 2026

Agro mantém papel de âncora e registra recorde de exportações no primeiro trimestre; governo projeta superávit de US$ 72,1 bilhões em 2026, apesar de março mais fraco

Exportações do agro cresceram 3% em 2025
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  • O MDIC projeta superávit de US$ 72,1 bilhões na balança comercial de 2026, com alta de 5,9% ante 2025 (US$ 68,1 bilhões).
  • O agronegócio respondeu por cerca de metade das exportações brasileiras em 2025, mantendo-se como pilar do resultado, apesar de 2026 iniciar com desempenho desigual.
  • Em 2025, o agronegócio registrou exportações de US$ 169,2 bilhões, o maior da série; o saldo da balança do setor ficou em US$ 149,07 bilhões.
  • No início de 2026, as exportações do agronegócio somaram US$ 12,05 bilhões em fevereiro (45,8% do total), com alta de 7,4% na comparação anual e importações de US$ 1,5 bilhão (-9,1%).
  • De janeiro a março, o comércio externo totalizou exportações de US$ 82,338 bilhões (+7,1%) e importações de US$ 68,2 bilhões (+1,3%), gerando superávit de US$ 14,175 bilhões (+47,6%), com queda de 9,1% nas vendas aos EUA em março e alta de 17,8% para a China no mesmo mês.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta um superávit de US$ 72,1 bilhões na balança comercial brasileira em 2026, ante US$ 68,1 bilhões em 2025. O crescimento previsto é de 5,9%, quase no piso da faixa estimada pelo governo (US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões). A matriz de exportações continua apoiada pelo agronegócio.

O agronegócio respondeu por cerca de metade das exportações brasileiras no ano passado e segue como pilar estrutural, apesar de 2026 começar com ritmo desigual. Em 2025, o setor atingiu US$ 169,2 bilhões em exportações, o maior valor da série, e o saldo da balança somou US$ 149,07 bilhões. A corrente de comércio agropecuário ficou em US$ 189,4 bilhões.

Início de 2026 e o radar de riscos

Nos dois primeiros meses de 2026 houve desempenho positivo, com exportações do agronegócio totalizando US$ 12,05 bilhões em fevereiro, o melhor para o mês. O peso do setor foi de 45,8% sobre o total brasileiro de exportações no período.

Em comparação com fevereiro de 2025, houve alta de 7,4% nas exportações do setor, impulsionadas pelo volume, que cresceu 9%. As importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1% ante fevereiro de 2025, gerando superávit de US$ 10,5 bilhões no mês.

Em março, a agropecuária exportou US$ 8,2 bilhões, pouco acima de março de 2025, mas com fatores de volatilidade. Dados parciais até a terceira semana apontavam queda de 13,4% no período, com o café puxando o recuo de 30,5% nas remessas, por descompassos logísticos.

No acumulado de janeiro a março, o conjunto do comércio exterior registrou desempenho positivo. Exportações totais somaram US$ 82,338 bilhões, alta de 7,1%, e as importações, US$ 68,2 bilhões, +1,3%. O superávit no primeiro trimestre atingiu US$ 14,175 bilhões, 47,6% acima do ano anterior.

O mercado norte-americano apresentou preocupação no trimestre. As vendas brasileiras para os EUA caíram 9,1% em março de 2026, após oito quedas consecutivas, em meio a tarifas adicionais. Em contrapartida, as exportações para a China cresceram 17,8% no mês, alcançando US$ 10,490 bilhões.

Perspectivas oficiais e fatores externos

A estratégia de diversificação de mercados permanece como amortecedor. Em 2025, o setor abriu 525 novos mercados desde 2023, e itens não tradicionais cresceram cerca de 15% nas exportações. Em 2026, a projeção é manter esse alcance frente a tensões geopolíticas, volatilidade de preços e protecionismo.

O MDIC projeta exportações totais de US$ 364,2 bilhões para 2026 e importações de US$ 292,1 bilhões, com crescimentos de 4,6% e 4,2%, respectivamente, frente a 2025. Herald Brandão, diretor de estatísticas da Secex, afirma que o cenário internacional apresenta riscos, mas que indicadores domésticos sustentam o ajuste.

As projeções oficiais para o restante do ano devem ser divulgadas em julho pelo MDIC, com o objetivo de consolidar o cenário de comércio exterior. O recorde histórico de superávit fica registrado em 2023, com US$ 98,9 bilhões.

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