- O governo anunciou medidas para frear a alta dos combustíveis, que vão custar mais de R$ 30 bilhões aos cofres públicos.
- A maior parte dessa compensação virá de tributos sobre exportação de petróleo, participações e royalties.
- Também foi anunciada a elevação da tributação sobre cigarros para ajudar a compensar parte dos gastos.
- O economista Rodrigo Simões afirma que a arrecadação prevista com o mercado de tabaco não chega a R$ 2 bilhões, deixando falta de dinheiro.
- Opiniões entre especialistas divergem sobre a eficácia da medida: alguns defendem tributar mais, outros que os preços de combustível reajam naturalmente com menos intervenção.
O governo anunciou um pacote para frear a alta dos combustíveis, incluindo aumentos da tributação sobre o tabaco. A medida visa compensar parte dos gastos com subsídios a óleo, diesel e gás. O anúncio ocorreu na última terça (7).
Segundo o governo, o pacote tem custo estimado superior a 30 bilhões de reais aos cofres públicos. A maior parte da compensação deve sair de tributos sobre exportação de petróleo, participação e royalties.
A retirada de subsídios, porém, não se equilibra apenas com a tributação do tabaco. A arrecadação prevista com o mercado de cigarros não chega a 2 bilhões. Economista aponta desequilíbrio entre receita e gasto.
Visão de especialistas
Rodrigo Simões, economista e professor, comenta que a decisão busca mitigar impactos aos preços, mas adverte sobre a velocidade do movimento. A ideia é contrabalançar o custo dos subsídios sem elevar demais o bolso do consumidor.
Há divergência entre especialistas quanto à eficácia da medida. Enquanto alguns veem mérito na taxação como forma de compensação, outros defendem maior flexibilidade de preços, considerando cenários externos.
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