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Banco Mundial: Argentina se destaca; Brasil perde dinamismo na América Latina

Banco Mundial destaca Argentina pelas reformas e estabilização; Brasil perde dinamismo diante de gastos elevados e juros ainda altos

Lula e Milei durante encontro do Mercosul — Foto: Luis ROBAYO / AFP
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  • O Banco Mundial aponta a Argentina como destaque na região, enquanto o Brasil e o México sofrem com perda de dinamismo, em meio a condições financeiras restritivas, espaço fiscal limitado e incerteza na política comercial.
  • A projeção é de crescimento real do PIB de 3,6% para a Argentina neste ano, 4,4% em 2025 e queda de 1,3% em 2024; para o Brasil, a previsão é de 2,2% em 2025.
  • Milei lidera reformas liberais na Argentina, como reforma tributária, Regime de Incentivo a Grandes Investimentos e reforma do mercado de trabalho, com âncoras externas via EUA para fortalecer cadeias de minerais críticos.
  • Riscos negativos permanecem na Argentina, sobretudo por grandes necessidades de financiamento externo, reservas líquidas negativas e acesso restrito aos mercados de dívida, ainda que as reformas tenham ancorado expectativas.
  • No Brasil, o relatório destaca que queda de juros e bons preços de commodities não basta para superar tensões comerciais, incertezas políticas, espaço fiscal limitado e demanda privada fraca; há estudo sobre refinanciamento de dívidas com descontos de 30% a 80% e possível uso de parte do FGTS.

O Banco Mundial divulgou um relatório sobre o panorama econômico da América Latina e do Caribe. O estudo destaca a Argentina como destaque, ao passo que o Brasil e o México enfrentam perda de dinamismo devido a restrições financeiras internas, espaço fiscal limitado e incerteza regulatória. As previsões apontam crescimento limitado na região, mesmo com preços de commodities estáveis.

Segundo o documento, o consumo lidera o dinamismo, mas seu impulso é moderado, já que a renda real se recupera lentamente e o crédito permanece caro. O principal entrave é o investimento, com empresas buscando sinais mais claros sobre o ambiente externo e políticas internas. A Argentina é apontada como exceção positiva.

A publicação ressalta ainda que, apesar de condições globais favoráveis, a região tende a uma recuperação contida. Os impactos variam entre países, com a Argentina mantendo maior ânimo com reformas e estabilização de custos.

Economia argentina

De perfil liberal, o presidente argentino, Javier Milei, tem promovido reformas para frear a inflação e estimular o crescimento. O Banco Mundial aponta que a Argentina surge como a principal exceção positiva na região, com estabilização e mudanças que elevaram as expectativas.

Entre as medidas citadas pelo relatório, aparecem reforma tributária, Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI) e avanços na reforma do mercado de trabalho. O texto também destaca esforços para melhorar o ambiente de negócios e o marco regulatório, desdobrando investimentos. Estruturas externas, como a parceria com os Estados Unidos para cadeias de suprimento de minerais críticos, também são mencionadas.

Ainda assim, o Banco Mundial alerta sobre riscos relevantes, sobretudo as grandes necessidades de financiamento externo, reservas líquidas negativas e acesso limitado a mercados de dívida. O relatório indica que a clareza fiscal e a agenda de reformas ajudam a ancorar expectativas e favorecer consumo e investimento privados na Argentina.

Economia brasileira

No entanto, o Banco Mundial aponta que o Brasil permanece com dificuldades para superar o entrave causado por tensões comerciais, incertezas regulatórias, espaço fiscal restrito e demanda privada fraca. A expectativa é de desaceleração nos próximos anos, caso as condições monetárias se mantenham elevadas e o cenário externo permaneça desfavorável.

O relatório menciona que, durante o governo Lula, houve aumento de tributos e gasto público, o que não garantiu o superávit primário. Analistas associam esse aumento de despesa à inflação elevada, exigindo atuação mais firme do Banco Central. A inadimplência vem aumentando, ainda que em patamares moderados historicamente.

O governo brasileiro trabalha em um programa para reduzir endividamento da população, com refinanciamento de dívidas de cartão, cheque especial e crédito pessoal a partir de descontos de juros. A iniciativa inclui a possibilidade de uso de recursos do FGTS para pagamento de dívidas, com limites para evitar impactos excessivos aos recursos.

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