- O Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento do Oriente Médio para 2026, citando impactos da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.
- O PIB da região, excluindo o Irã, deve avançar 1,8% em 2026, ante 4% em 2025, uma queda de 2,4 pontos percentuais em relação ao que estava previsto em janeiro.
- Os produtores de petróleo e gás do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico e o Iraque devem enfrentar desaceleração mais acentuada.
- A previsão para o Conselho de Cooperação do Golfo (incluindo Arábia Saudita) caiu para 1,3% em 2026, com redução de 3,1 pontos percentuais desde janeiro, devido à menor receita com hidrocarbonetos.
- O relatório aponta riscos generalizados e alta incerteza, dizendo que o cenário econômico pode mudar significativamente se o conflito se intensificar ou se prolongar.
O Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento para as economias do Oriente Médio em 2026, citando os impactos da escalada de conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã. O anúncio foi feito em relatório divulgado nesta quarta-feira (8).
Segundo o documento, a incerteza é elevada e pode mudar a depender de desdobramentos do conflito. O estreito de Ormuz, essencial para o fluxo mundial de petróleo, é citado como ponto de vulnerabilidade que afeta a região.
A previsão de expansão do PIB da região, sem considerar o Irã, caiu de 4% para 1,8% em 2026, uma revisão de 2,4 pontos percentuais em relação a janeiro. Desempenho desacelerado atinge principalmente produtores de energia.
Impactos e cenários
O Banco Mundial aponta que a desaceleração se concentra em países do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico e no Iraque, com interrupções de hidrocarbonetos reduzindo receitas. Arábia Saudita registra recuo significativo na previsão para 2026.
Kuwait e Catar devem registrar queda ainda mais acentuada, de 6,4% e 5,7%, respectivamente, devido à dependência energética e à maior exposição aos choques externos. O relatório reforça a necessidade de maior resiliência econômica na região.
Perspectivas regionais
O presidente-executivo do grupo, Ousmane Dione, destacou que a crise evidencia o trabalho de reconstrução de economias com fundamentos sólidos, governança e investimento em infraestrutura. O estudo reforça cautela diante de violenta volatilidade de mercados.
O WB também informou que não prevê previsões além do ano fiscal de 2025/26 para o Irã, dada a incerteza. A expectativa é de contração de 2,7% no período até 20 de março de 2026.
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