- Ministério do Desenvolvimento projeta superávit de US$ 72 bilhões na balança comercial brasileira em 2026, alta de 5,9% ante 2025.
- Balance de 2025 foi puxada por agronegócio, petróleo e transformação; em 2026 a energia cambial deve tornar o Brasil mais competitivo.
- Economista Rodrigo Simões afirma que exportações maiores que importações geram entrada de dinheiro e fortalecem a reserva em dólares.
- Ele ressalta que o câmbio não é estratégia principal, e sim abrir mercados para aproveitar disrupções globais, como conflitos.
- O maior crescimento previsto virá com o acordo União Europeia–Mercosul entrando em vigor, ampliando exportações e diversificando fornecimentos.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços projeta um superávit de US$ 72 bilhões na balança comercial brasileira para 2026, alta de 5,9% em relação a 2025. A projeção considera cenários de incerteza sobre o impacto da guerra no Oriente Médio no comércio exterior.
A expectativa é de que o avanço seja impulsionado pela competitividade cambial. O câmbio mais favorável pode estimular exportações, reduzindo a diferença entre o que o país vende ao exterior e o que compra.
Para o economista Rodrigo Simões, os números apontam oportunidades. Em entrevista ao Conexão Record News, ele destaca que exportar mais aumenta a entrada de dinheiro e fortalece a poupança em dólares, fortalecendo a reserva de segurança.
Simões ressalta que, embora o câmbio tenha papel relevante, não deve ser visto como estratégia única. Ele defende a continuidade da abertura de mercados para acompanhar disrupções globais provocadas por conflitos e outros choques.
O especialista aponta que o maior ganho pode vir com o avanço do multilateralismo. Segundo ele, o acordo UE-Mercosul, quando em vigor, deve ampliar a venda de produtos brasileiros e a diversificação de exportadores.
Premissas e perspectivas
A projeção de 2026 contrasta com a balança de 2025, puxada pelo agronegócio, petróleo e indústria de transformação. O cenário atual indica que o câmbio pode elevar a competitividade sem substituir políticas de expansão de mercados.
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