- A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a operação Descredenciamento para apurar fraude contra três operadoras de planos de saúde.
- Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão na capital e na região metropolitana.
- Clínicas que atendem crianças com TEA teriam simulado atendimentos, emitido laudos falsos e acionado a Justiça para cobrar tratamentos inexistentes.
- A Abramge aponta prejuízo total de até R$ 60 milhões, sendo que uma clínica sozinha teria causado cerca de R$ 17 milhões.
- Investigações indicam cobranças de até R$ 50.000 por atendimentos, com casos de até oito horas diárias de tratamento e valores superiores a R$ 200 mil; as apurações seguem com a análise do material apreendido.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a operação Descredenciamento para investigar um esquema de fraudes envolvendo três operadoras de planos de saúde. Clínicas que atendem crianças com TEA simulavam atendimentos, emitiram laudos falsos e acionavam a Justiça para receber por tratamentos inexistentes.
Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão na capital e na Região Metropolitana. Investigações indicam que estabelecimentos simulavam procedimentos e produziam documentos fraudulentos para cobranças indevidas. Em alguns casos, membros do esquema ingressavam com ações judiciais para assegurar o pagamento.
Segundo a Abramge, apenas uma clínica investigada teria causado prejuízo estimado em 17 milhões de reais, mas o conjunto de irregularidades pode alcançar até 60 milhões. As condutas viciadas envolviam cobranças de até 50 mil reais por atendimentos e tratamento de até 8 horas diárias com valores acima de 200 mil reais.
A Abramge afirmou, em nota, que acompanha a operação e defende a apuração rigorosa dos fatos, além do fortalecimento de mecanismos de controle para proteger beneficiários e assegurar a correta aplicação dos recursos da saúde. A polícia continua analisando o material apreendido para identificar todos os envolvidos.
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