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Exxon Mobil reduz produção de petróleo no 1º trimestre devido à guerra

Exxon Mobil reduz produção global em cerca de seis por cento no 1º trimestre por causa da guerra; lucro pode subir até US$ 2,9 bilhões, enquanto a Shell revisa produção de gás

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  • Exxon Mobil estima que a guerra no Irã reduziu em 6% a produção global de petróleo e gás no 1º trimestre, após o fechamento do Estreito de Ormuz e ataques a ativos de gás em março.
  • Os ativos da empresa no Catar e nos Emirados Árabes Unidos somam cerca de 20% da produção mundial, mas representam uma parcela menor dos ganhos upstream.
  • A Exxon projeta aumento de até US$ 2,9 bilhões nos lucros do 1º trimestre, frente ao período anterior, que registrou US$ 6,5 bilhões.
  • Efeitos de temporização do programa de negociação devem reduzir os ganhos do trimestre em US$ 3,5 bilhões a US$ 4,9 bilhões, com o ponto médio de cerca de US$ 0,93 por ação.
  • A Shell informou queda na produção de gás integrado no 1º trimestre, estimando entre 880 mil e 920 mil boe/d, abaixo da guidance anterior de 920 mil a 980 mil boe/d, em meio aos ataques a ativos, como a instalação Pearl no Catar.

A Exxon Mobil estima que a produção global de petróleo e gás caiu 6% no 1º trimestre devido à guerra no Irã, ao fechamento do Estreito de Ormuz e a ataques a ativos de gás em março. A leitura foi apresentada hoje em prévia de balanço, com divulgação prevista para maio.

A empresa aponta que isso, somado aos impactos da temporização de seu programa de negociação, pode pressionar os ganhos no período, com efeitos estimados entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4,9 bilhões, dependendo do cenário.

A Shell informou que a produção de gás natural do seu segmento integrado no 1º trimestre ficará aquém do previsto, estimando 880 mil a 920 mil boe/d, contra a faixa anterior de 920 mil a 980 mil boe/d. “Pearl” e outras instalações no Catar foram citadas entre os ativos afetados.

Contexto operacional

Segundo a prévia, os ativos da Exxon no Catar e nos Emirados Árabes Unidos representam cerca de 20% da produção global da companhia, mas uma parcela menor dos ganhos upstream. A empresa confirmou que o balanço do 1T será divulgado em maio, com detalhes sobre produção e lucros.

A Shell reiterou que o ajuste na projeção reflete pressões resultantes do conflito e dos recentes ataques à indústria de petróleo e gás. A notícia ressalta o ambiente volátil que envolve as operações no Oriente Médio e no Golfo.

Com informações da Dow Jones Newswires.

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