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Shell vê queda na produção de gás com guerra no Irã e alta na de petróleo

Shell reduz a previsão de produção de gás no 1º tri, compensando com maior comercialização de petróleo diante da volatilidade de preços causada pela crise no Irã

Vista geral de um posto de gasolina Shell
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  • Shell projeta queda na produção integrada de gás no primeiro trimestre (880 mil a 920 mil boe/d) e impacto de liquidez de curto prazo, parcialmente compensados por maior comercialização de petróleo.
  • O Brent atingiu patamares próximos de vários anos, em torno de US$ 120 por barril, com riscos ligados à guerra entre EUA/Israel e Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz; reparos na unidade Pearl no Catar podem levar até um ano.
  • A volatilidade dos preços elevou oscilações nos valores dos estoques, mantendo o capital de giro entre −US$ 10 bilhões e −US$ 15 bilhões no trimestre.
  • Analistas revisaram para cima as projeções de lucro líquido e de fluxo de caixa operacional, citando melhora esperada no negócio de marketing e na linha de produtos químicos.
  • Resultados do trimestre devem ser divulgados em sete de maio.

A Shell informou nesta quarta-feira 8 que a produção de gás no primeiro trimestre ficou mais fraca, enquanto a liquidez de curto prazo sofreu impacto. O recuo de caixa seria compensado por uma comercialização de petróleo mais forte, resultado de um ciclo volátil de preços.

A volatilidade dos preços das commodities gerou oscilações nos valores dos estoques, pressionando o capital de giro da empresa. Sem considerar o giro de estoque, o caixa líquido situou-se entre US$ -10 bilhões e US$ -15 bilhões no trimestre.

No contexto de geopolítica, o Brent atingiu patamares mais altos, próximos de US$ 120 o barril, após ataques entre EUA, Israel e Irã. O estreito de Ormuz ficou sob controle iraniano, elevando a tensão no Golfo.

Mercado e projeções

Analistas da RBC destacaram que as oscilações evidenciam condições incomuns de mercado, mas avaliam que o balanço da Shell pode absorver o choque. O banco elevou o lucro líquido estimado para o trimestre para US$ 6,8 bilhões.

O RBC também prevê fluxo de caixa operacional, excluindo capital de giro, de US$ 17,1 bilhões, uma alta de 31% em relação ao cenário anterior. Estima-se ainda melhoria no desempenho de produtos químicos e marketing.

Analistas do UBS revisaram as projeções para cima: lucro líquido de US$ 6,9 bilhões e fluxo de caixa operacional de US$ 16,3 bilhões, ambos com altas de até cerca de 30%.

Desempenho comercial e projeções de gás

A Shell espera desempenho significativamente maior em seus negócios de marketing e na área de produtos químicos, com ganhos expressivos na comercialização de petróleo. Os resultados de marketing, incluindo postos, devem apresentar avanços.

Por outro lado, a empresa reduziu a previsão de produção integrada de gás no primeiro trimestre, para 880.000–920.000 boe/d, ante 920.000–980.000 boe/d anteriormente. A produção de gás no quarto trimestre de 2025 ficou acima de 948.000 boe/d.

A perspectiva de GNL permanece alinhada ao guidance anterior, com restrições na Austrália e interrupções no Catar compensadas por maior produção no GNL Canadá. Os resultados do trimestre devem ser anunciados em 7 de maio.

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