- O Banco da Inglaterra deve manter a taxa básica em 3,75% devido à incerteza sobre o conflito no Irã e seu impacto na economia e no custo de vida.
- A inflação está em 3,3%, acima da meta de 2%, o que leva o comitê de política monetária a adotar uma postura mais cautelosa.
- A decisão será anunciada ao meio-dia BST, acompanhada do primeiro relatório completo de política monetária desde os ataques dos EUA e Israel ao Irã.
- O veredito afeta tomadores de empréstimos, poupadores e decisões de investimento, com mudanças recentes de instituições financeiras e possibilidade de movimentos futuros.
- Hipotecas fixas de dois anos oscilaram de 4,83% no início do conflito para pico de 5,90% e, no momento, estão em 5,81%; poupanças podem superar 3,75% apenas se o cliente mudar de fornecedor.
O Banco da Inglaterra deve manter a taxa básica de juros em 3,75%, frente a incertezas que dominam a economia britânica e global. A decisão ocorre diante de sinais do banco de que será necessário tempo para avaliar o impacto do conflito no Médio Oriente sobre a atividade econômica e o custo de vida.
O comitê de política monetária disse que a base de juros continua a ser o principal instrumento para conter a inflação, que segue acima da meta de 2%. O mercado espera, portanto, um tom cauteloso por parte do MPC ao publicar o comunicado.
Sandra Horsfield, analista da Investec, destaca que as repercussões do conflito ainda pesam e a incerteza sobre a evolução do cenário é um ponto-chave a ser considerado pelo MPC. A decisão será anunciada às 12:00 BST, quando o banco também divulgaria o primeiro relatório completo de política monetária desde os ataques EUA-Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.
Profissionais de mercado esperam que o banco não indique com clareza a direção futura das taxas. A incerteza para o restante do ano continua alta: alguns veem possibilidade de alta, outros apostam em manutenção sem mudanças.
Antes dos ataques, economistas previam queda adicional da inflação e das taxas ao longo de 2024. A decisão do MPC afeta tomadores de crédito, poupadores, além de decisões de investimento e contratação de empresas.
A escalada do conflito elevou o custo de hipotecas para quem busca um novo acordo com taxa fixa. Para mutuários, a taxa de uma hipoteca fixa não muda até o vencimento do contrato, que pode ocorrer após dois ou cinco anos.
A taxa média de dois anos de uma hipoteca fixa era de 4,83% no início do conflito, atingiu pico de 5,90% e, neste momento, recuou para 5,81%, segundo a Moneyfacts. Diversos bancos já anunciaram cortes, mas especialistas apontam que altas em novas ofertas não podem ser descartadas nos próximos dias.
- O que fazer? Aaron Strutt, da Trinity Financial, recomenda buscar uma taxa que tenha relação com o orçamento e, se possível, tentar migrar para um acordo mais barato antes do término do contrato atual, conforme a disponibilidade com o credor.
Poupadores também monitoram o desfecho da reunião do MPC. Em média, metade das contas de poupança no Reino Unido oferece mais do que 3,75% de rendimento, porém quem não troca de fornecedor pode ficar com condições menos vantajosas, aponta a Moneyfacts.
Caso haja aumento de preços, o poder de compra das poupanças tende a diminuir, especialmente quando os rendimentos não acompanham as altas da inflação. O cenário depende de novas sinalizações sobre inflação e políticas monetárias nos próximos meses.
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