- FMI prevê que a demanda por apoio financeiro aumentará entre US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões devido aos impactos da guerra no Oriente Médio.
- Conflito provocou queda de 13% no fluxo diário de petróleo e de 20% no gás natural liquefeito, elevando os preços e interrompendo cadeias de fornecimento.
- Georgieva disse que o FMI cortou a previsão de crescimento global por causa do cenário de conflito e suas consequências econômicas.
- Refino de petróleo, transporte e turismo sofrem com interrupções, e estima-se que 45 milhões de pessoas passem a enfrentar insegurança alimentar, totalizando mais de 360 milhões.
- O FMI deverá apresentar cenários na Perspectiva Econômica Mundial, incluindo possível normalização rápida ou preços de energia mais altos por mais tempo; projeções de janeiro apontavam crescimento de 3,3% em 2026 e 3,2% em 2027.
A chefe do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, afirmou que a demanda de curto prazo por apoio financeiro do FMI pode chegar a between US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões devido aos impactos da guerra no Oriente Médio. A afirmação foi feita nesta quinta-feira.
A guerra tem causado um choque de oferta global, com a redução de 13% no fluxo diário de petróleo e de 20% no de gás natural liquefeito. Isso elevou os preços de energia e interrompeu cadeias de fornecimento ao redor do mundo.
Antes das reuniões do FMI e do Banco Mundial na próxima semana, Georgieva sinalizou que o conflito levou o FMI a revisitar a projeção de crescimento global. O cenário é acompanhado de perto por mercados e governos.
Contexto energético e impactos econômicos
O conflito, que começou em 28 de fevereiro, deve provocar efeitos em cascata por tempo ainda indeterminado. Refinarias podem fechar e a oferta de combustíveis pode ficar mais restrita, afetando transporte, turismo e comércio.
O Ras Laffan, no Catar, que responde por 93% do GNL da região, está fechado desde 2 de março. A recuperação completa da capacidade pode levar de três a cinco anos, segundo especialistas.
Perspectivas e cenários do FMI
O FMI deve divulgar, na próxima semana, cenários na Perspectiva Econômica Mundial. Conceitos variam desde normalização rápida até manter preços elevados de energia por longo período.
Mesmo no cenário mais favorável, a instituição alerta para desaceleração do crescimento por danos à infraestrutura, quebras de fornecimento e perda de confiança.
Na leitura de janeiro, o FMI projetou crescimento global de 3,3% em 2026 e 3,2% em 2027. As informações refletem a avaliação de Georgieva sobre o impacto prolongado do conflito.
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