- Stark Bank planeja expansão internacional para 2027 e já pediu licença bancária para operar em um país ainda não divulgado; início das operações no exterior em 2027.
- A fintech busca virar banco no Brasil, tendo pedido licença bancária ao Banco Central em dezembro de 2023; atualmente atua como instituição de pagamento e como Sociedade de Crédito Direto (SCD).
- O fundador Rafael Stark afirma que o Banco Central deve endurecer regras para fintechs, com depuração do mercado e permanência apenas das empresas sérias; críticas a casos de uso indevido de termos como “banco”.
- Enquanto não há licença bancária, o Stark Bank planeja lançar um fundo de recebíveis (FIDC) para captação; não há nova rodada de captação, e a empresa está capitalizada.
- A projeção é de atingir R$ 1 trilhão em recursos movimentados em 2026, com clientes como Ambev e iFood; há ainda plano de IPO no médio prazo, possivelmente nos Estados Unidos.
- Em breve, deverá haver anúncio sobre inteligência artificial, com acesso 24 horas, 7 dias por semana, para interagir com clientes como um gerente.
O Stark Bank, banco digital voltado para empresas, projeta expansionar suas operações para o exterior até 2027. O fundador Rafael Stark informou ao programa Capital Insights, em parceria com CNN Brasil Money, que a fintech solicitou licença para atuar em um país ainda não divulgado e pretende iniciar as atividades por lá em 2027. No Brasil, o banco já busca se tornar instituição financeira formal, tendo pedido a devida licença ao Banco Central em dezembro de 2023, ainda sem aprovação.
Enquanto não obtém a licença bancária, o Stark Bank mantém atuação como instituição de pagamento e como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com isso, não pode captar recursos no mercado por meio de produtos como CDB. Entre as alternativas de captação, a empresa avalia lançar um fundo de recebíveis (FIDC) ainda neste ano, mantendo a capitalização elevada e sem uma nova rodada de captação prevista.
A visão de Rafael Stark sobre o ambiente regulatório é de que o BC vem dificultando a atuação de fintechs com uso do termo banco no nome. O empreendedor destacou que apenas as empresas sérias devem permanecer, sob a expectativa de depuração do mercado. A entrevista também abordou episódios envolvendo o Banco Master, citados como exemplo das mudanças no setor.
Expansão internacional e planos de longo prazo
O fundador não revelou qual país estrangeiro será alvo, mas afirmou a intenção de iniciar operações no exterior em 2027 e, no médio prazo, alinhar um eventual IPO com os Estados Unidos, ao invés do Brasil. A aposta é apresentar um processo de abertura de capital em solo americano, conforme a visão do grupo.
Para 2026, o Stark Bank projeta movimentar cerca de R$ 1 trilhão em recursos, volume que supera os R$ 600 bilhões previstos para 2025. O montante envolve a gama de serviços oferecidos a empresas, como cartão de crédito corporativo, Pix, conta digital, pagamentos de contas, cobranças e recebimentos. Entre os clientes, destacam-se companhias de grande porte, como Ambev e iFood.
Inovação e serviços aos clientes
A empresa também prepara um anúncio sobre inteligência artificial, com disponibilidade 24/7 para interagir com clientes como um gerente virtual, capaz de resolver problemas práticos das empresas. Stark afirmou que o potencial da IA é surpreendente.
A entrevista completa do Capital Insights está disponível no terminal Broadcast+ (aba Broadcast TV) e nos canais do CNN Money.
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