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Guerra entre EUA e Irã eleva preços de passagens no Brasil, aponta professor

Guerra EUA-Irã pode elevar preço de passagens no Brasil, dependendo de petróleo, câmbio e tributos; medidas do governo têm efeito limitado e curto prazo

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  • A guerra entre Estados Unidos e Irã pode influenciar o preço das passagens no Brasil via petróleo e dólar, segundo o professor Marcus Quintella.
  • O governo anunciou medidas para mitigar o impacto, como linhas de crédito e a redução temporária do PIS/Cofins sobre o querosene de aviação.
  • Mesmo assim, o efeito sobre o valor do bilhete vai depender do cenário internacional e da dinâmica entre custos e demanda.
  • Quintella destacou que o custo do combustível de aviação (QAV) pode representar entre vinte e quarenta por cento do custo operacional, chegando a quarenta a cinquenta por cento em crises de petróleo.
  • O preço do QAV é influenciado pelo mercado internacional, pelo câmbio, por custos de refino, logística interna e tributos como ICMS, que varia de zero a vinte e cinco por cento conforme o estado.

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã pode influenciar o valor das passagens aéreas no Brasil, conforme análise de Marcus Quintella, professor e diretor da FGV Transportes, apresentada no Mercado Aberto, do Canal UOL. A relação ocorre por meio de custos ligados ao petróleo e ao dólar, fatores que movem tarifas em tempo real.

Segundo Quintella, a tarifa aérea é uma resposta dinâmica aos custos globais, ao preço do QAV (querosene de aviação) e à variação cambial, ajustados pela oferta e demanda. O cenário internacional é determinante para a evolução dos preços das passagens.

O setor opera com margens bastante estreitas e é sensível às oscilações do Brent, referencial do petróleo. Em situações de crise, o combustível pode representar de 40% a 50% dos custos operacionais, elevando a pressão sobre as tarifas.

Além do preço do petróleo, o custo do QAV depende também do câmbio, dos custos de refino e da logística interna, bem como de tributos estaduais como o ICMS, que varia de 0% a 25%. Mesmo com a isenção de PIS/Cofins, há impacto de impostos no custo final.

O governo federal anunciou medidas para mitigar o impacto, como linhas de crédito e a redução temporária do PIS/Cofins sobre o QAV. Entretanto, Quintella afirma que esses mecanismos têm prazo de validade e avalia que não resolvem a incerteza de longo prazo.

Em geral, as companhias aéreas podem reagir deslocando rotas menos lucrativas para reduzir custos, o que também pode afetar a disponibilidade de trechos e a precificação no curto prazo. A avaliação ressalta que o cenário internacional continua sendo o principal determinante.

O Mercado Aberto vai ao ar de segunda a sexta, às 8h, com apresentação de Amanda Klein, trazendo os principais movimentos do mercado financeiro. Onde assistir: home da UOL, YouTube e Facebook, além de plataformas de parceiros e operadoras.

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