- O Ibovespa fechou em alta de 1,12% nesta sexta-feira (10), aos 197.324 pontos, atingindo o terceiro recorde consecutivo.
- Na semana, o índice avançou 4,93%, impulsionado pelo fluxo de capitais estrangeiros após o cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã.
- O movimento semanal ficou entre os maiores do ano, sendo o segundo maior ganho.
- O dólar caiu 1,02%, fechando a R$ 5,01, com o ambiente externo positivo.
- O IPCA de março subiu 0,88%, acima das expectativas, segundo o IBGE; negociações sobre o cessar-fogo devem continuar neste final de semana.
O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira (10) e atingiu seu terceiro recorde consecutivo, com ganho de 1,12% e leitura em 197.324 pontos. O pregão encerrou impulsionado pela entrada de fluxo estrangeiro contido no ambiente de menor aversão a risco, associado ao cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã.
Na semana, o índice avança 4,93%, o segundo maior ganho semanal do ano para o principal indicador da B3. O movimento reflete expectativas de avanços nas negociações entre as partes envolvidas no conflito, bem como o impacto positivo sobre o cenário de commodities e juros no curto prazo.
O câmbio também acompanhou o reequilíbrio global, com o dólar caindo 1,02% frente ao real e fechando a R$ 5,01. Operadores lembram que as negociações entre EUA e Irã devem ganhar intensidade neste fim de semana, com novas conversas previstas no Paquistão.
Cessar-fogo e fluxo externo
Investidores seguem atentos ao desdobramento do acordo de cessar-fogo, cuja nova rodada de negociações está marcada para este fim de semana. A perspectiva de alívio nos conflitos alimenta o apetite por ativos de risco e favorece a performance das ações brasileiras.
Inflação de março
Internamente, o IPCA de março ficou em 0,88%, acima das expectativas. O resultado, divulgado pelo IBGE, superou a mediana das previsões coletadas pela Bloomberg, que era de 0,77%. Em 12 meses, a inflação acumulada chega a 4,14%.
Olhar externo
No exterior, delegações dos EUA e do Irã devem se reunir no Paquistão neste sábado. Enquanto isso, o tráfego no Estreito de Hormuz continua no centro das atenções, dada a importância estratégica da região para o suprimento global de petróleo. Economistas apontam que leituras de inflação podem ganhar intensidade caso o bloqueio permaneça.
ComBloomberg News
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