- O IPCA de março ficou em 0,88% e foi superior ao registrado em fevereiro.
- Os maiores impactos vieram dos grupos transportes e alimentação e bebidas.
- Os dados foram divulgados pelo IBGE na sexta-feira (10).
- O professor Pedro Leão Bispo afirma que a relação entre inflação de petróleo e alimentos é real e não pode ser desprezada por quem pode influenciar os preços.
- Ele aponta a redução de carga tributária como ferramenta para tentar equilibrar esse efeito colateral, citando exemplos de medidas que podem reduzir impostos sobre combustíveis e fretes.
O IPCA de março ficou em 0,88%, segundo o IBGE, superando a leitura de fevereiro. A taxa reflete pressões de diversos setores na economia brasileira. O índice acumulado em 12 meses acompanha esse movimento.
Entre os destaques, o grupo de transportes contribuiu pela alta impulsionada principalmente pelo aumento dos combustíveis. O grupo de alimentação e bebidas também puxou a inflação, segundo os dados divulgados pelo instituto.
A colateralidade entre o preço do petróleo e os custos de alimentos tem sido tema de análise recente. Em entrevista ao Conexão Record News, o professor Pedro Leão Bispo destacou que esse mecanismo não pode ser desprezado por quem tem capacidade de agir para equilibrar tarifas e tributos.
Segundo Bispo, no Brasil é comum que, quando o petróleo avança, haja medidas para reduzir encargos que incidem sobre combustíveis e fretes. Com isso, haveria impacto indireto nos custos de alimentação, o que pode atenuar pressões inflacionárias em cadeia.
Ainda conforme o professor, não existe mágica nesse processo: a relação entre energia, transportes e comida tende a se manter, exigindo políticas calibradas para reduzir efeitos kolaterais na inflação. Ele aponta que ações tributárias têm sido um instrumento utilizado nesse contexto.
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