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PF faz operação contra esquema de produção e venda irregular de emagrecedores

PF desarticula esquema de produção e venda irregular de emagrecedores; bens de luxo avaliados em milhões, com bloqueio de até R$ 290 milhões

PF faz operação contra esquema de produção e venda irregular de medicamentos emagrecedores
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  • A Polícia Federal deflagrou operação contra esquema milionário de produção e venda irregular de medicamentos emagrecedores, com mandados de busca em Santa Catarina e em São Paulo.
  • Um carro de luxo avaliado em R$ 8 milhões foi apreendido, e o veículo foi localizado na garagem de um hotel em São Paulo.
  • A apuração aponta produção de tirzepatida, sem autorização da Anvisa, abastecendo toda a cadeia, da importação à venda online.
  • A Justiça autorizou bloqueio de até R$ 290 milhões e houve bloqueio de até R$ 40 milhões em contas; imóveis avaliados em R$ 15 milhões também foram identificados.
  • Na primeira fase, em janeiro, foram apreendidos carros de luxo, relógios e até um avião; até agora, ninguém foi preso.

A Polícia Federal realizou uma operação contra um esquema de produção e venda irregular de medicamentos emagrecedores. Mandados foram cumpridos em Santa Catarina e em São Paulo, onde atuavam os sócios de um laboratório investigado por usar tirzepatida, princípio ativo de canetas emagrecedoras. A ação visa desarticular a organização criminosa e interromper a prática irregular na cadeia de produção.

Entre os itens apreendidos estão um carro de luxo avaliado em R$ 8 milhões e uma réplica de carro de Ayrton Senna, encontrados na garagem de um hotel em São Paulo. A investigação aponta imóveis avaliados em cerca de R$ 15 milhões e pediu o bloqueio de até R$ 290 milhões em ativos.

Desdobramentos e próximos passos

O delegado Marcelo Maceiras informou que o foco é desarticular a organização pela via patrimonial, retirando recursos para impedir a continuidade das atividades. A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 40 milhões em contas vinculadas ao grupo.

Segundo a investigação, o esquema operava sem autorização da Anvisa, abrangendo importação, fabricação e venda online. Na primeira fase, em janeiro, foram apreendidos carros de luxo, relógios e até um avião.

Os investigados podem responder por falsificação de medicamentos e organização criminosa, mas até o momento não houve prisões.

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