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Preço do combustível dispara na Bahia, fortalecendo debate sobre reestatização

Bahia registra alta acentuada de gasolina e diesel com refinaria privada, pressionando a inflação regional e fortalecendo debate pela reestatização

Fernando Nakagawa
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  • Bahia, com a Refinaria de Mataripe privatizada pela Acelen, teve altas acima da média nacional em março: gasolina +17,37%, diesel +23,83% e etanol +10,14%.
  • A política de preços da refinaria privada tende a repassar rapidamente as variações do mercado global, mantendo o Estado mais exposto a oscilações.
  • O governo discute reestatização da refinaria: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre Silveira mencionaram a possibilidade de recompra, com Petrobras e Mubadala, atual proprietária.
  • Em Salvador, o aumento local ajudou a puxar a inflação da região, com o Nordeste registrando aumentos expressivos frente a capitais do Sul e Sudeste.
  • Além da Bahia, São Luís e Recife também registraram alta na gasolina, e diesel com elevações significativas no Nordeste, o que pode aumentar o custo logístico e impactar preços de serviços e alimentos.

A Bahia registrou reajustes expressivos nos combustíveis, acompanhando a inflação de março. Salvador apresentou altas acima da média nacional no diesel, gasolina e etanol, em um cenário ligado à gestão da Refinaria de Mataripe, privatizada e operada pela Acelen.

Enquanto a média nacional da gasolina subiu 4,59% em março, em Salvador o aumento foi de 17,37%. O diesel avançou 23,83% na capital, contra 13,90% no conjunto do país. O etanol no Brasil cresceu 0,93%, mas Salvador teve alta de 10,14%.

Por que a Bahia sofre mais com o reajuste

A refinaria de Mataripe, privatizada na gestão anterior, adota uma política de preços mais ágil que a da Petrobras, segundo análises setoriais. Esse diferencial torna o mercado baiano mais sensível às oscilações internacionais de petróleo e câmbio.

Especialistas ressaltam que a volatilidade externa aumenta o ritmo de repasse aos preços na região, elevando o custo local de distribuição e consumo. O efeito é um “microclima” inflacionário regional, com possibilidade de impacto em itens de alimentação e serviços.

Situação e desdobramentos

No embalo dos números, o presidente Lula e o ministro Alexandre Silveira defendem a reestatização da refinaria. Segundo o ministro, Petrobras e Mubadala conversam sobre uma possível recompra há anos.

Além de Salvador, outras capitais do Nordeste apresentaram saltos no combustível. Em São Luís, a gasolina subiu 11,24%; Recife, 7,97%. No diesel, São Luís teve alta de 19,32% e Recife, 15,14%.

Panorama nacional e regional

No Sul e Sudeste, capitais registraram variações menores: São Paulo, 4,40%; Rio de Janeiro, 4,20%; Curitiba, 2,90%. O Nordeste mostrou os reajustes mais elevados no diesel, sinalizando impactos logísticos regionais.

O aumento de dois dígitos no diesel nordestino eleva o custo logístico regional, com efeito potencial sobre preços de hortifrúti e demais itens de consumo, destacando a relação entre combustíveis e inflação de serviços.

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