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Brasil lidera tokenização de ativos e supera os EUA, diz XDC

Brasil lidera a tokenização de ativos, com reguladores abertos e parcerias locais, mas adoção em massa depende da entrada de bancos

Diego Consimo, head da XDC Network para a América Latina (Foto: Divulgação)
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  • Brasil é visto como líder em tokenização de ativos pela XDC Network, superando os Estados Unidos em adoção prática de RWAs.
  • Consimo afirma que o país já tem infraestrutura financeira, reguladores abertos ao diálogo e empresas emitindo ativos tokenizados em escala, deixando de ser apenas discurso.
  • Parcerias locais destacadas incluem Vert Capital, com previsão de US$ 1 bilhão em emissão em dois anos, e Liqi, com previsão de US$ 500 milhões; há outros projetos em andamento.
  • A massificação depende da entrada de bancos no mercado; há planos de fechar com um ou dois bancos ainda neste ano, com foco em trade finance e tokenização de crédito, incluindo aquisição da plataforma Contour.
  • Drex não morreu, segundo Consimo, apenas mudou de formato; Reguladores são vistos como pró‑ativo, e o Brasil pode se consolidar como laboratório global da tokenização ao reunir infraestrutura, abertura regulatória e casos reais de emissão.

O Brasil se estabelece como líder em tokenização de ativos, segundo a XDC Network. A empresa aponta que o país deixou de ser apenas observador para entrar na vanguarda da prática de ativos do mundo real tokenizados (RWAs). A avaliação foi feita pelo head da XDC para a América Latina, Diego Consimo, em entrevista ao Portal do Bitcoin.

Segundo Consimo, o Brasil apresenta infraestrutura financeira sofisticada, reguladores abertos ao diálogo e empresas já emitindo ativos tokenizados em escala. O ecossistema local, afirma, mudou de discurso para execução, impulsionado pela integração entre Pix, digitalização bancária e a proximidade entre mercados e reguladores.

Para a XDC, o avanço brasileiro tem base existente. O ecossistema financeiro nacional é visto como um dos mais complexos e avançados, ampliando a credibilidade da tokenização no país. A rede aposta que esse ambiente favorece a adoção prática em vez de apenas projetos piloto.

A XDC nasceu focada em trade finance e ativos do mundo real. Lançou sua mainnet em 2019 e, desde então, tem priorizado usos institucionais como crédito, securitização e tokenização de recebíveis, afastando-se de modelos voltados a varejo ou memes.

A adoção no Brasil ganhou impulso conforme temas como Drex, RWAs e tokenização passaram a figurar no debate local. A XDC realizou parcerias com players nacionais para ampliar a presença, começando por exchanges e projetos de menor porte e evoluindo para operações de maior volume.

Entre os desdobramentos, a parceria com a Vert Capital ganha destaque, com expectativa de emissão tokenizada de ativo no prazo de um a dois anos, superando o processo tradicional. A Liqi também figura como acordo com projeção de emissões de até US$ 500 milhões.

A leitura da XDC é de que a atuação não busca duplicidade entre o mercado tradicional e a versão digital. A meta é fazer o ativo nascer já tokenizado, reduzindo etapas de conciliação, custos operacionais e fricção entre sistemas.

Bancos aparecem como chave para a massificação da tokenização. Hoje, grande parte da inovação acontece em plataformas privadas, securitizadoras e fintechs. A entrada de grandes instituições financeiras seria o gatilho para adoção em massa.

Conximo aponta que avanços em trade finance e plataformas de tokenização de crédito devem ganhar peso com a participação de bancos. A aquisição da Contour, ligada a um consórcio de grandes bancos, é citada como exemplo de aceleração da adoção.

Sobre o Drex, Consimo afirma que o projeto não morreu; houve mudanças na implementação para atender melhor o mercado. O efeito institucional do Drex, segundo ele, foi envolver bancos, reguladores e empresas na discussão da infraestrutura tokenizada.

Apesar do otimismo, o executivo reconhece que o ambiente regulatório ainda não é redondo. O mercado opera principalmente sobre estruturas existentes, sem uma lei específica para tokenização, mas os reguladores são vistos como proativos e desejosos de compreender a aplicação prática.

Ao final, a XDC acredita que o Brasil pode se tornar um dos principais laboratórios globais de tokenização ao combinar infraestrutura financeira robusta, abertura regulatória e casos reais de emissão. A entrada efetiva de bancos seria determinante para consolidar o movimento.

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