- Lei nº 15.357/2026 autoriza a venda de medicamentos em supermercados, com regras rígidas, publicada no Diário Oficial da União em março.
- Marcos Colares, CEO do grupo DPSP (Drogaria São Paulo e Drogaria Pacheco), afirma que as redes farmacêuticas tradicionais mantêm atendimento e relacionamento com clientes; supermercados já tiveram farmácias há cerca de duas décadas.
- A especialização em medicamentos é apontada como diferencial competitivo das redes farmacêuticas frente aos supermercados, segundo o executivo.
- Há possibilidade de parcerias; já existem lojas farmacêuticas dentro de supermercados, mas nem todos os estabelecimentos têm espaço para uma farmácia completa.
- Modelos de negócio previstos pela lei: o supermercado pode administrar a farmácia diretamente ou firmar contrato com uma rede licenciada, com as mesmas exigências das farmácias tradicionais.
A Lei nº 15.357/2026, sancionada pelo governo federal e publicada no Diário Oficial da União em março, autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A mudança altera o cenário do varejo farmacêutico, mantendo regras rígidas para funcionamento e segurança. A medida busca ampliar o acesso a remédios, sem comprometer a qualidade.
Marcos Colares, CEO do grupo DPSP, que reúne Drogaria São Paulo e Drogaria Pacheco, comentou sobre o tema em entrevista ao programa É Negócio, com exibição neste domingo. Segundo ele, supermercados já tiveram farmácias nos últimos 20 anos e retornam ao segmento com força, ainda que as redes tradicionais mantenham relevância.
Colares destaca a especialização como diferencial do setor. Para ele, o cuidado com a saúde é distinto de demais produtos de varejo, o que fortalece a posição das redes farmacêuticas diante do novo modelo. A confiança construída ao longo de anos é apontada como base da competitividade.
O executivo também sinalizou possibilidades de parcerias com supermercados, afirmando que já existem lojas farmacêuticas instaladas em estabelecimentos do setor alimentício. No entanto, admite limitações de espaço em bairros, o que pode restringir a expansão.
A lei permite dois modelos de operação: gerenciar a farmácia diretamente ou firmar contrato com uma rede de drogarias licenciada. Em qualquer opção, as exigências são as mesmas aplicadas às farmácias tradicionais, assegurando padrões de segurança.
Segundo a normativa, os medicamentos não serão misturados aos demais produtos do supermercado, mantendo o controle sanitário. A medida pretende facilitar o acesso, sem abrir mão da qualidade e da fiscalização regulatória.
O programa É Negócio, parceria entre NeoFeed e CNN Brasil, traz entrevistas com executivos de grandes companhias. Novos episódios vão ao ar aos domingos às 20h45 na CNN Brasil, com reprise no CNN Money.
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