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Bilionários da América Latina crescem 500% em 26 anos, aponta estudo

Patrimônio de bilionários na América Latina avança 498% em 26 anos; estudo recomenda imposto para quem tem mais de US$ 100 milhões

O economista francês Gabriel Zucman defende um imposto sobre patrimônio dos super-ricos complementar à tributação da renda
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  • Patrimônio de pessoas com mais de US$ 1 bilhão na América Latina subiu 498% entre 2000 e 2026, de US$ 117 bilhões para US$ 700 bilhões.
  • Com ajuste pela inflação, US$ 117 bilhões de 2000 equivalem a US$ 229 bilhões em 2026, mostrando ganho real de 206%.
  • A lista não considera novos bilionários; por exemplo, alguém com US$ 515 milhões em 2000 passou a ter US$ 1 bilhão em 2026.
  • O estudo, do Observatório Fiscal Internacional, foi encomendado pelo governo de Lula por meio da Plataforma Regional de Cooperação Tributária para a América Latina e Caribe.
  • Zucman propõe imposto sobre patrimônio acima de US$ 100 milhões (Imer) com 1% ao ano, podendo chegar a 2% ou 3% em cenários diferentes; a ideia inclui tratar o imposto como mínimo efetivo sobre riqueza.
  • A estimativa de arrecadação para o Brasil com 1% seria de US$ 2,8 bilhões; com 3%, chegaría a US$ 9,4 bilhões.

O patrimônio das pessoas com mais de US$ 1 bilhão na América Latina cresceu quase 500% entre 2000 e 2026, segundo estudo do Observatório Fiscal Internacional (ITO). De US$ 117 bilhões, passou a US$ 700 bilhões em 26 anos.

O estudo, encomendado pelo governo brasileiro por meio da Plataforma Regional de Cooperação Tributária para a América Latina e o Caribe, aponta que o Brasil lidera a parceria. A plataforma está sob a presidência temporária de 2025 e 2026.

Segundo Gabriel Zucman, diretor do ITO, o aumento da riqueza extrema reforça a necessidade de tributos mais robustos para esse grupo. O pesquisador ressalta que a agenda de tributação já ganhou prioridade no Brasil e na região.

A coleta considerou riqueza divulgada pela Forbes e não ajustou pela inflação nos EUA desde 2000. Com correção pelo CPI, 2000 equivaleria a US$ 229 bilhões em 2026, elevando o ganho real para 206%.

A lista não incorpora novos bilionários criados após 2000. Caso alguém tenha US$ 515 milhões em 2000, já estaria acima de US$ 1 bilhão em 2026, mesmo que não estivesse na lista inicial.

Imposto sobre patrimônio

O estudo recomenda que pessoas com patrimônio superior a US$ 100 milhões paguem o Imposto Mínimo Efetivo sobre a Riqueza (Imer). A proposta inicial prevê 1% ao ano sobre o patrimônio, com a renda abatida do total.

Dados do ITO mostram variações: alíquotas de 2% e 3% foram simuladas, além de cenários com corte superior de US$ 1 bilhão. A ideia é tornar a tributação efetiva mais próxima da renda gerada.

Zucman afirma que bilionários costumam ter alíquotas efetivas menores, por meio de estruturas que reduzem a renda tributável. O estudo também projeta arrecadação para o Brasil.

A estimativa para o Brasil com 1% sobre patrimônio acima de US$ 100 milhões é de US$ 2,8 bilhões. Já com 3% o valor sobe para US$ 9,4 bilhões. Cenários para outros países latino-americanos também são apresentados.

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