- A Microsoft teria encerrado, de forma não definitiva, o maior programa de créditos de carbono do mundo, segundo relatos à Bloomberg, mesmo após prometer, em janeiro, tornar-se carbono negativa até 2030.
- Funcionários contatados por desenvolvedores de remoção de carbono comunicaram a interrupção das aquisições, com uma das fontes citando razões financeiras.
- A empresa é a principal investidora global em créditos de carbono, com estimativas da BloombergNEF indicando que suas compras representaram 96% de todo o mercado em 2025.
- A Microsoft mantém participação em diversas iniciativas de remoção de CO₂; um porta-voz negou que a interrupção seja definitiva para todas as aquisições, e a retomada pode ocorrer posteriormente.
- Mesmo com o crescimento do programa, as emissões de gases de efeito estufa da companhia aumentaram, impulsionadas pelos investimentos em data centers para sustentar a inteligência artificial.
Funcionários da Microsoft informaram a desenvolvedores de projetos de remoção de carbono que a empresa está suspendendo seu programa de compras de créditos ligados à retirada de dióxido de carbono da atmosfera, considerado o maior do mundo no segmento. A comunicação ocorreu nos últimos dias, segundo pessoas que falaram à Bloomberg sob condição de anonimato.
A Microsoft é o principal investidor global em créditos de carbono e tinha como meta tornar-se carbono negativa até 2030. A companhia participa de iniciativas em diferentes tecnologias de remoção de CO₂, com estimativas da BloombergNEF apontando que suas compras representaram 96% de todo o mercado em 2025.
O site Heatmap já havia informado sobre a suspensão de futuras aquisições de equipamentos voltados à remoção de carbono, mas um porta-voz da empresa negou que a interrupção seja definitiva para todas as compras. Uma das fontes afirmou que a empresa pode retomar o programa posteriormente.
De acordo com uma das fontes, a decisão teve razões financeiras. Quatro desenvolvedores com contratos com a Microsoft disseram à Bloomberg News que não receberam comunicação oficial sobre uma pausa nas iniciativas de remoção de carbono. Em janeiro, a Microsoft informou ter recebido centenas de propostas de projetos desse tipo ao longo de dois anos e meio, além de firmar contratos com mais de 60 iniciativas envolvendo dez tecnologias distintas de remoção de CO₂ e somando mais de 78 milhões de toneladas métricas.
Apesar da ampliação do programa, as emissões de gases de efeito estufa da empresa cresceram. O aumento é atribuído aos investimentos em data centers para sustentar a expansão da inteligência artificial, que exige consumo de energia considerável. A retirada de grandes volumes de carbono é vista como essencial para evitar aquecimento global, mas a capacidade global de remoção ainda representa uma parcela pequena do que especialistas consideram necessário.
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