- Lake Sedlitz, com 1.400 hectares, será aberto para natação e passeios no final de abril, tornando-se o maior lago recreativo da Lusatian Lakeland.
- A região de Lusatia abriga 23 lagos artificiais, com área total de 14.000 hectares; já foram concluídos quatro dos 13 canais planejados para navegação, com mais seis em construção.
- O conjunto envolve a empresa federal Lausitz Agent (nLMBV) para reabilitar e inundar antigas minas a céu aberto; o custo total do projeto gira em torno de € 13,8 bilhões, com cerca de € 7 bilhões investidos apenas na Lusatia.
- Em 29 de junho de 2026, cinco lagos serão conectados por canais navegáveis, formando uma área d’água contínua de aproximadamente 5.000 hectares; o Müritz tem cerca de 11.300 hectares para comparação.
- O turismo cresce na região: em 2025 houve cerca de 800 mil pernoites em estabelecimentos com 10 ou mais camas, com foco no mercado tcheco e planos de ampliar a infraestrutura, cais e opções de acomodação.
O projeto de transformação das antigas minas de carvão em um vasto conjunto de lagos artificiais na Lusácia, leste da Alemanha, avança para uma nova etapa neste verão. O Lake Sedlitz, último elemento, será aberto para natação e passeios de barco no final de abril, completando a maior paisagem aquática artificial da Europa.
O Lusatian Lakeland soma agora 23 lagos artificiais, com área d’água total de 14 mil hectares. O objetivo é criar um complexo navegável de cerca de 7 mil hectares, interligando canais entre si. A iniciativa é coordenada pela LMBV, empresa federal responsável pela recuperação e enchimento das minas.
O custo do processo já supera 7 bilhões de euros, segundo a LMBV. No total, incluindo as áreas de mineração da região centro-nordeste da Alemanha, o valor chega a cerca de 13,8 bilhões de euros. O financiamento é de 75% pelo governo federal e 25% pelos estados.
A última peça, Lake Sedlitz, tem 1,4 mil hectares de área de água quando totalmente preenchido. A empresa aponta que, ainda, há cerca de 200 hectares de madeira morta que precisam ser removidos antes da completa ocupação.
O enchimento das áreas ocorre a partir de água de rios como Neisse, Spree e Schwarzer Elster. Esse processo pode levar décadas se depender apenas das águas subterrâneas, mas é acelerado pela atuação da drenagem controlada. Afluentes neutrais ajudam a evitar a acidificação.
Até 2026, cinco lagos — Senftenberg, Geierswald, Partwitz, Sedlitz e Großräschen — serão conectados por canais navegáveis, formando uma área contínua de aproximadamente 5 mil hectares. A previsão é de que esse conjunto permita viagens entre os lagos ao longo de 50 quilômetros.
Segundo a administração regional, a abertura de Sedlitz marca um passo importante para ampliar a oferta de turismo de água, acomodação e serviços. A expectativa é ampliar postos de hospedagem, atracões e rotas de passeios nos próximos anos.
A região já registra impactos econômicos: em 2025 houve cerca de 800 mil pernoites em estabelecimentos com 10 ou mais leitos, com o mercado tcheco respondendo pelo crescimento mais expressivo. A projeção aponta para aumento de visitantes vindos da Polônia também, nos próximos anos.
Mesmo com a evolução, a LMBV alerta que o processo é longo, com várias etapas de infraestrutura, proteção de margens e gestão de águas minerais. O objetivo é transformar a Lusácia em um polo turístico estável e sustentável para as próximas gerações.
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