- Carros elétricos, híbridos e híbridos plug‑in representaram cerca de 16% das compras de carros novos no Brasil no primeiro trimestre deste ano, ante 11% no ano anterior.
- De janeiro a março foram vendidos 95.621 veículos eletrificados, mais de 40% fabricados no Brasil, com crescimento de 88,6% em relação ao mesmo período de 2025.
- Montadoras chinesas ganham espaço no Brasil ao oferecer tecnologia avançada a preços competitivos, impulsionando a participação de veículos com novas tecnologias no mercado.
- Há cerca de 30 chinesas atuando localmente ou testando o mercado, com planos de produção no país; projeção de que, até 2035, esse grupo responda por até 35% das vendas de automóveis e comerciais leves nacionais.
- No Brasil, as fabricantes tradicionais ainda têm participação maior, acima de 40%, especialmente nas vendas de híbridos; a presença de veículos 100% elétricos ainda é restrita pela infraestrutura de recarga. A GM está produzindo o Spark em Horizonte (CE) e, em breve, a Captiva elétrica deverá entrar na linha.
Apenas 16% dos carros novos vendidos no Brasil no primeiro trimestre foram elétricos, híbridos ou híbridos plug-in, according a Anfavea. O volume de veículos com novas tecnologias soma 95.621 unidades entre janeiro e março, com mais da metade fabricada no Brasil, principalmente híbridos. O crescimento em relação ao mesmo período de 2025 foi de 88,6%.
A participação de eletrificados vem ganhando espaço desde os últimos três anos, impulsionada pela chegada de montadoras chinesas. Essas marcas oferecem modelos com preços competitivos, tecnologia avançada e design diferenciados, ampliando a oferta no mercado nacional.
A presença chinesa e perspectivas
A chegada de marcas chinesas ao Brasil tem atraído cerca de 30 montadoras que atuam com montagem local, importação ou testes de mercado. Há planos de produção local para várias delas, conforme avaliação de especialistas, que projetam participação dessas marcas em expansão até 2035.
A participação das montadoras tradicionais segue estável, respondendo por mais de 40% das vendas, com foco maior em veículos híbridos com tecnologia flex. Ainda não há presença marcante de 100% elétricos na produção local, apesar de alguns exemplos, como o Spark da GM em fábrica terceirizada no CE, com expectativa de entrada de uma versão elétrica da Captiva.
Desafios e custos
A infraestrutura de carregamento continua como entrave relevante para o ritmo de crescimento. Mesmo com avanços no mercado chinês, o Brasil precisa de maior rede de pontos de recarga para ampliar a adesão popular aos modelos elétricos. Analistas destacam que o preço elevado é um obstáculo para ampliar o volume de vendas, principalmente de modelos chineses mais acessíveis.
No cenário global, as vendas de eletrificados representaram 43,9% de automóveis e comerciais leves vendidos no mundo em 2025, com 31 milhões de unidades, segundo PwC. Em contraste, as unidades a combustão recuaram 5,19%, chegando a 39,6 milhões. A China lidera o mercado mundial com participação expressiva de eletrificados em suas vendas totais.
Entre na conversa da comunidade