- Scott Kirby, CEO da United Airlines, sondou uma possível fusão com a American Airlines para criar a maior companhia aérea do mundo.
- A ideia foi discutida com altas autoridades do governo e com a Bloomberg News; não está claro se houve abordagem formal.
- Kirby levou a proposta ao presidente Donald Trump em 25 de fevereiro, durante reunião sobre a modernização do Aeroporto Dulles.
- A fusão enfrentaria forte escrutínio antitruste e resistência de consumidores e rivais, com risco de tarifas mais altas e menos opções para passageiros.
- O grande tamanho da operação criaria desbalanceamento entre hubs e exigiria avaliação regulatória; a United vale cerca de US$ 31 bilhões, e a American, US$ 7,4 bilhões.
O CEO da United Airlines, Scott Kirby, informou a possibilidade de fusão com a American Airlines após conversar com autoridades do governo, segundo fontes familiarizadas com as conversas. A ideia foi apresentada a altos funcionários, com registro na Bloomberg News. A proposta criaria a maior companhia aérea do mundo, mas enfrentaria intenso escrutínio regulatório.
Segundo as mesmas fontes, Kirby levou a ideia diretamente ao presidente Donald Trump em 25 de fevereiro, durante uma reunião sobre a modernização do Aeroporto Washington Dulles. Não fica claro se houve abordagem formal ou se há um processo de avaliação em curso.
As duas empresas figuram entre as quatro maiores do setor nos EUA e, juntas, controlam mais de um terço do mercado. Uma fusão ampliaria ainda mais o tamanho da operação, aumentando preocupações antitruste e resistência de consumidores, rivais e políticos.
Analistas citados pelo veículo destacam que a operação poderia elevar tarifas e reduzir opções para passageiros, o que complicaria a aprovação regulatória. Avaliações sobre compatibilidade de ativos e concentração de hubs também devem constar na análise.
Kirby já requisitou reestruturação setorial por meio de mensagens internas, citando possíveis ganhos diante do aumento de preços de combustíveis. Em entrevista à Bloomberg Television, ele sinalizou disposição para absorver ativos, sem confirmar aquisição de empresas inteiras.
Sobre a trajetória profissional, Kirby já ocupou a presidência da American antes de ingressar à United em 2016. A eventual agenda de fusão envolveria o fim de forte competição entre as duas companhias, especialmente no O’Hare, em Chicago.
A discussão ocorre em contexto de alta dos preços de energia e de turbulência em mercados, com o setor avaliando possibilidades de consolidação. A reação dos reguladores permanece incerta, com o Departamento de Transportes e o Departamento de Justiça vigilantes aos impactos.
O secretário de Transportes, Sean Duffy, afirmou que decisões sobre fusões considerarão impacto na concorrência e nos preços, ressaltando que grandes acordos podem exigir reduções de ativos para evitar controle excessivo do mercado. O governo não anunciou posição final.
Dados da indústria indicam que a United tem valor de mercado próximo a US$ 31 bilhões, enquanto a American fica em torno de US$ 7,4 bilhões. A performance recente das ações varia entre as duas companhias, refletindo a percepção de risco regulatório e operacional.
Entre na conversa da comunidade