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LVMH enfrenta desaceleração de vendas no 1º trimestre

LVMH registra crescimento orgânico de 1% no 1T de 2026, abaixo das expectativas, com recuos na Europa, Japão e Médio Oriente que pesam no desempenho

FILE. CEO of LVMH Bernard Arnault speaks at a press conference, Jan. 2020
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  • LVMH registrou crescimento orgânico de 1% na receita do primeiro trimestre de 2026, em torno de €19,1 bilhões, abaixo da expectativa de 2% dos analistas.
  • As ações da empresa caíram mais de 2% após o anúncio, enquanto o grupo encara sinais de consolidação no setor de luxo.
  • o Médio Oriente foi o principal empecilho, com queda de vendas de dois dígitos na região, contribuindo com cerca de 1 ponto porcentual para a desaceleração do crescimento do grupo.
  • Entre as divisões, roupas e artigos de couro caíram 2% no orgânico; vinhos e destilados subiram 5% e relógios e joias subiram 7%, com destaque para a recuperação de Louis Vuitton, Dior, Loro Piana e Tiffany/BVLGARI.
  • O banco Deutsche Bank revisou a visão, reduzindo o preço-alvo para €600 e cortando o lucro por ação de 3% em 2026; a gestão aposta em controle de custos e expectativa de novos rumos criativos de Dior na segunda metade do ano.

LVMH reportou crescimentos orgânicos modestos no primeiro trimestre de 2026, com alta de 1% na receita, totalizando cerca de €19,1 bilhões. O desempenho veio abaixo das expectativas de analistas, que estimavam 2%.

As ações da empresa recuaram mais de 2% após o anúncio. O Oriente Médio se destacou como desafio, com queda de vendas de dois dígitos na região, atribuída em parte ao contexto de conflito na região envolvendo o Irã. Segundo a chamada de resultados, esse desaquecimento regional tirou 1% do crescimento do grupo no trimestre.

Enquanto alguns mercados mostram recuperação de consumo local, perdas na Europa e no Japão compensaram ganhos fortes nos EUA e na região Ásia-Pacífico. O conjunto aponta vulnerabilidade de marcas de luxo diante de volatilidade econômica e política global.

Desempenho por setores

A área de moda e artigos de couro caiu 2% no turismo orgânico, para cerca de €9,2 bilhões. Apesar da queda, Louis Vuitton manteve solidez, e Dior apresentou melhorias. Loro Piana registrou crescimento de dois dígitos, indicando demanda por luxo discreto entre clientes ultrarricos.

Vinhos e espumantes surpreenderam positivamente, com alta de 5% na receita orgânica, impulsionada pelo timing de remessas de conhaque antes do Ano Novo Chinês e pela estabilização do mercado de champanhe. Relógios e joias mantiveram impulso, com alta de 7%, puxada pela transformação de Tiffany e pela atuação continua da BVLGARI.

Perspectivas e mercado

Analistas adotaram postura cautelosa, mas de apoio às empresas de luxo. Deutsche Bank reduziu o preço-alvo das ações de LVMH para €600, ante €620, mantendo recomendação de compra. A projeção de EPS para 2026 foi revisada para baixo em 3%, citando o fraco desempenho da moda e margens mais estreitas.

A gestão sinaliza foco renovado em controle de custos em todas as regiões, sem comprometer o crescimento futuro. O mercado aguarda a segunda metade do ano, com expectativa de novas direções criativas em marcas como Dior.

Especialistas do setor apontam que uma eventual resolução de conflitos no Oriente Médio pode atuar como catalisador positivo para as ações do grupo nos próximos meses.

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