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Pagamentos do Will Bank entram em normalização, afirma Abecs

Abecs aponta normalização do fluxo de pagamentos retidos após a liquidação do Will Bank, com repasse ainda cobrado por compras feitas com cartões do banco

Greco admitiu que o processo começou de forma "atabalhoada", em meio a desafios enfrentados pelo liquidante, que já foram solucionados
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  • O presidente da Abecs, Giancarlo Greco, afirmou que o fluxo de pagamentos retidos após a liquidação do Will Bank está normalizando.
  • Ainda há cobrança de repasse de valores referentes a compras em cartões emitidos pelo Will Bank (ex-Banco Master) pelas operadoras de maquininhas.
  • Greco disse que o processo começou de forma atabalhoada, mas os problemas já foram solucionados e há plano para o fluxo caminhar com mais fluidez.
  • O Banco Central editou norma em novembro que reforça o papel das bandeiras como elo da cadeia, com as bandeiras devendo apresentar seus regulamentos internos ao regulador.
  • Sobre o tema Open Finance, o setor busca viabilizar que operadores de cartões usem o sistema, com solução em 30 a 60 dias para permitir iniciação de pagamentos pelo Iniciador de Transação de Pagamento.

O setor de pagamentos está passando pela normalização do fluxo de recursos retidos após a liquidação do Will Bank, conforme sinalizou o presidente da Abecs, Giancarlo Greco. Em coletiva na CMEP em São Paulo, Greco informou que o movimento de normalização já começou, embora ainda haja repasse de valores de compras realizadas com cartões emitidos pelo banco digital.

Operadoras de maquininhas ainda cobram o repasse relacionado a compras feitas com cartões emitidos pelo Will Bank, herdados do antigo Banco Master. Greco admitiu que o processo iniciou de forma turbulenta, mas afirmou que os problemas já foram enfrentados e que há um plano para avançar de modo mais fluido.

A Abecs destacou a responsabilidade das bandeiras de cartão na regulação do sistema, citando norma recente do Banco Central que reforça o papel das bandeiras como instituidoras dos arranjos de pagamento. O regulador também tem acompanhado a liquidez de players em liquidação, segundo a entidade.

Greco comentou que o desafio é conciliar avanços regulatórios com mudanças que ocorrem paralelamente à evolução da indústria de pagamentos. Sobre a liquidação da EntrePay, o BC tem atuado com diligência para resolver a retenção de recursos reclamadas pela operação.

O vice-presidente executivo Ricardo de Barros Vieira confirmou a participação da Abecs em reuniões com o governo sobre medidas para reduzir o endividamento de famílias e empresas, com expectativa de divulgação ao fim do mês. A associação também enfatizou a necessidade de ajustes estruturais, além de ações pontuais de repactuação.

Ainda segundo a Abecs, a inadimplência do rotativo do cartão de crédito apresentou leve alta recente, mas em ritmo menor do que o observado em outros instrumentos. A avaliação é de que a participação do rotativo nas modalidades de pagamento é menor do que a percepção do mercado.

Em relação ao Open Finance, Barros afirmou que o setor já encontrou caminhos para viabilizar o uso de sistemas pelos operadores de cartão. A indústria trabalha em uma solução baseada no ITP, autorizado pelo BC para iniciar pagamentos diretamente na conta do usuário, com expectativa de sistema fechado nos próximos 30 a 60 dias.

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