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Risco de choque econômico grave se guerra com Irã se prolonga, diz chefe do EBRD

Caso o conflito no Irã se arraste, risco de choque econômico grave na UE e países do EBRD, com queda de crescimento e inflação elevada

Odile Renaud Basso, President of the European Bank for Reconstruction and Development
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  • A presidente do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento alerta para um choque econômico mais grave na UE se a guerra no Oriente Médio se intensificar.
  • O cenário atual pode reduzir o crescimento e aumentar a inflação nas economias onde o banco atua, com impactos mais amplos se o conflito se prolongar.
  • Os impactos estão ligados ao aumento do preço da energia, fruto de possíveis interrupções no Estreito de Hormuz e destruição de capacidades de produção na região.
  • O cenário com preço do petróleo em torno de $100 por barril poderia frear o crescimento em cerca de 0,4% e elevar a inflação em aproximadamente 1,5%.
  • O EBRD planeja investir € cinco bilhões em 2026 em países do Oriente Médio afetados pelo conflito, com foco em economias próximas que sofrem spillovers, incluindo Egito, Turquia e Armênia.

Odile Renaud-Basso, presidente da EBRD, alertou sobre um choque econômico grave caso o conflito no Irã se arraste. Segundo ela, a atual escalada pode frear o crescimento e elevar a inflação nos países onde o banco atua, com impactos mais amplos se a guerra se prolongar.

A dirigente disse à Euronews que o efeito direto vem da alta de energia. O bloqueio do Estreito de Hormuz e a destruição de ativos de produção no Golfo pressionam petróleo e gás, levando governos a subsidiar combustíveis e reduzir impostos.

A EBRD estima que manter o preço do petróleo próximo de 100 dólares por barril pode reduzir o crescimento em cerca de 0,4% e elevar a inflação em aproximadamente 1,5% nos seus países de operação.

Essa situação não significa recessão, mas pode piorar conforme o cenário se agrave, afirmou Renaud-Basso. Ela ressaltou que a depender da duração do bloqueio, o impacto econômico tende a ficar mais intenso.

Medidas e foco de atuação

A presidente informou que, diante de margens fiscais restritas na Europa, governos poderão ter menos espaço para conter altas de energia, diferentemente de crises anteriores. A EBRD planeja investir 5 bilhões de euros em 2026 em países da região afetados pelo conflito.

Os recursos vão priorizar economias diretamente impactadas, como Iraque, Jordânia, Líbano, Cisjordânia e Faixa de Gaza, além de países vizinhos que enfrentam spillovers, como Egito, Turquia e Armênia.

Renaud-Basso explicou que, diante da saída de crédito privado, o banco atua de forma contracíclica para manter investimentos. A instituição disse estar pronta para apoiar outras economias da sua área de atuação afetadas por questões de segurança econômica e impactos macroeconômicos.

A EBRD atua desde o fim da Guerra Fria para reconstruir economias pós-soviéticas, com foco atual na Europa Central e Oriental, Ásia Central e Mediterrâneo Oriental e Meridional. O banco tem forte presença na Ucrânia desde a invasão de 2022, com investimentos em segurança energética.

Ela afirmou ainda que a situação no Oriente Médio pressiona também a Ucrânia, elevando preços de energia, reduzindo estoques de defesa antimísseis e potencialmente beneficiando a Rússia na venda de combustíveis fósseis.

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