- Aura Minerals vale US$ 9 bilhões na Nasdaq, superando Ternium, Gerdau, CSN e Usiminas.
- Ações subiram 91% neste ano e 386% em doze meses; preço-alvo do BTG é de US$ 122, com upside de cerca de 15%.
- O BTG mantém recomendação de compra, mas alerta que o valuation em curto prazo parece alto; projeção de 2026 aponta 8,1x EBITDA e free cash flow de 3%, com dividend yield de 5–6%.
- Crescimento esperado: produção deve chegar a cerca de 600 mil onças até 2030, ante 368 mil onças neste ano, com possível aceleração por meio de novas fusões e aquisições.
- O analista aponta potencial de inclusão em índices relevantes como o GDX, aumentando liquidez, além de mayor volume projetado em MSG e Borborema e desenvolvimento subterrâneo em Almas.
A Aura Minerals supera, no pregão da Nasdaq, gigantes da siderurgia como Ternium, Gerdau, CSN e Usiminas. A avaliação reflete o momento distinto entre os setores e a forte alta da mineradora de ouro nos últimos 12 meses. O fato é destacado por analista do BTG, que recomenda compra.
Segundo Leonardo Correa, o preço-alvo é de US$ 122 por ação, com upside de cerca de 15% em relação ao preço atual. Entre as siderúrgistas, apenas a Ternium recebe recomendação de compra, enquanto as demais estão neutras.
Valoração e comparação de mercado
A Aura já vale US$ 9 bilhões na Nasdaq, acima de Ternium (US$ 8,5 bilhões), Gerdau (US$ 8 bilhões), CSN (US$ 1,8 bilhão) e Usiminas (US$ 1,7 bilhão). A valorização anual chega a 91% no ano e 386% nos últimos 12 meses.
Perspectivas de lucro e crescimento
OBTOR: o múltiplo de avaliação é considerado caro em métricas de curto prazo. Para 2026, a empresa seria negociada a 8,1x EBITDA, com FCF em torno de 3% e dividend yield entre 5% e 6%. Mesmo assim, o BTG aponta espaço para expansão por meio de produção e aquisições.
Projeções de produção e estratégia
A produção pode chegar a 600 mil onças até 2030, frente a 368 mil onças neste ano. Ainda há espaço para novas operações de M&A e desenvolvimento de projetos, que podem acelerar a ambição de 1 milhão de onças de produção.
Possíveis movimentos e ganhos de liquidez
O analista acredita que a Aura pode entrar em índices relevantes, como o GDX, aumentando liquidez e visibilidade. Também aponta potencial de maior volume em MSG (70–80 mil onças/ano, com possibilidade de 80–90 mil) e no projeto Borborema, além de desenvolvimento subterrâneo em Almas.
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