- A Comissão Europeia realizou inspeções sem aviso prévio em instalações de uma empresa líder em confeitos de chocolate, sob suspeita de cartel e abuso de posição dominante, sem identificar a companhia.
- A investigação concentra-se em possível restrição de comércio entre países da União Europeia.
- A Ferrero informou que está ciente das inspeções em seus escritórios e que coopera com as autoridades.
- A UE não comentou o caso; as batidas são etapas preliminares de apuração de práticas anticompetitivas.
- Multas por violação de regras antitruste podem chegar a até 10% da receita global, embora raramente atinjam esse patamar.
A Ferrero confirmou ter sido alvo de inspeção antitruste da União Europeia nesta semana. A ação ocorreu em meio a investigações sobre possíveis práticas de cartel e abuso de posição dominante no mercado de confeitos.
A Comissão Europeia informou, em 13 de abril, que realizou inspeções sem aviso prévio em escritórios de uma empresa líder do setor, não identificada pela UE, por suspeitar restrições de comércio entre países da UE. As visitas são parte de etapas iniciais da apuração.
A Ferrero afirmou que está ciente das inspeções em seus escritórios realizadas por funcionários da Comissão Europeia e que coopera plenamente, fornecendo informações solicitadas. A UE não comentou o caso.
A investigação foca a possível restrição territorial de fornecimento, prática que pode dificultar a circulação de produtos entre Estados-membros. Multas por violação de regras antitruste podem chegar a 10% da receita global, though são pouco frequentes.
Contexto da empresa e próximos passos
Giovanni Ferrero lidera a família mais rica da Itália, após a morte do patriarca Michele em 2015. A empresa expandiu aquisições nos EUA, aumentando receitas e consolidando-se entre as maiores confeitarias do mundo. A avaliação da UE pode levar semanas ou meses para avançar.
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