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Fiemg critica projeto para fim da 6×1 como insustentável e eleitoreiro

Fiemg classifica o fim da escala 6x1 como insustentável e eleitoreiro; estudo aponta queda de até 16% do PIB e encerramento de cerca de 18 milhões de empregos

Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais classificou como "insustentável" a proposta e argumentou que mudança teria impacto de 18% no PIB
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  • A Fiemg classifica o projeto de fim da escala 6×1 como insustentável e eleitoreiro, dizendo que a mudança traria efeitos danosos à economia.
  • A entidade afirma, com base em estudo, que a proposta pode reduzir o PIB em aproximadamente 16% e chegar a 18 milhões de empregos sem compensação.
  • O governo encaminhou ao Congresso, na terça-feira, o projeto de lei com urgência para acabar com a 6×1, mirando tramitação rápida em cerca de três meses.
  • O presidente em exercício da Fiemg disse que reduzir jornadas sem devidas compensações afeta empregos e competitividade, defendendo negociação coletiva para soluções equilibradas.
  • Na Câmara, duas Propostas de Emenda à Constituição tratam do tema, mas um PL simples é visto como caminho para avançar; a admissibilidade das PECs foi adiada por pedido de vista.

A Fiemg, Federação das Indústrias de Minas Gerais, criticou o projeto do governo federal que visa reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6×1. A entidade classifica a medida como insustentável e eleitoreira, com potenciais impactos negativos para a economia.

Segundo a Fiemg, a proposta não está embasada em análises técnicas suficientes e poderia afetar a geração de empregos e a competitividade das empresas. A federação também cita um estudo interno que aponta queda de até 16% do PIB caso a medida seja aprovada.

O governo enviou o PL com urgência na terça-feira e estima que a tramitação dure cerca de três meses. A medida é apresentada como caminho para ajustar a legislação trabalhista de forma rápida.

Entenda a proposta

Tramitam na Câmara duas PECs sobre o fim da escala 6×1, mas o Executivo aponta que um PL com urgência facilita a aprovação. Um PL exige menos votos que uma PEC para avançar.

O presidente Lula afirmou, em redes sociais, que o envio do projeto é um passo relevante para a dignidade familiar e para avanços sociais, segundo a leitura oficial do governo.

Nesta quarta-feira, a admissibilidade das PECs era prevista para votação na CCJ, mas um pedido de vista adiou a análise, ampliando o tempo de avaliação entre os parlamentares.

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