- Haddad disse à CNN que o governo deve olhar com seriedade para a pesquisa e fazer avaliação, diante de dados da Genial Quest que colocam Flávio Bolsonaro à frente de Lula nas intenções de voto, ainda que dentro da margem de erro.
- Segundo o ex-ministro, há um paradoxo entre indicadores econômicos positivos e a percepção da população, com inflação em quatro anos menor e desemprego no menor nível histórico, além de setores registrando recordes de vendas.
- Ele citou o programa Minha Casa Minha Vida, que deve fechar o ano com três milhões de unidades contratadas, o maior da história, e disse que a distribuição de renda está entre as melhores já vistas.
- Haddad pediu entender melhor a discrepância entre a realidade econômica e a percepção individual, citando que quase metade dos entrevistados acredita que sua vida vai melhorar, o que pode indicar falhas na leitura das perguntas da pesquisa.
- Entre as causas da percepção negativa, ele mencionou impactos no orçamento familiar e juros que caíram lentamente; mesmo assim, afirmou que o Brasil vive um ciclo de desenvolvimento sustentável e que o governo apresentaria a Lei de Diretrizes Orçamentárias na quarta-feira, dia quinze, com mais consistência nas contas e mais programas sociais.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à CNN Brasil que o governo precisa olhar com seriedade para as pesquisas e avaliá-las com cautela. Ele comentou dados da Genial Quest que indicam Flávio Bolsonaro à frente de Lula, dentro da margem de erro.
Haddad destacou um aparente paradoxo entre a economia em melhora e a percepção negativa entre a população. Segundo ele, a inflação deverá ser a menor da história nos próximos anos e o desemprego está no nível mais baixo já registrado. Diversos setores mostram recordes de vendas.
Entre os exemplos citados, o ex-ministro mencionou o programa Minha Casa Minha Vida, que, segundo ele, fechará o ano com 3 milhões de unidades contratadas, o maior volume da história. Também afirmou que a distribuição de renda atual é a melhor já observada.
Percepção da economia
Haddad ressaltou a necessidade de entender o que provoca incômodo na população, diante da diferença entre a realidade econômica e a sensação sobre o país. Na mesma pesquisa, quase metade dos entrevistados disse acreditar que sua vida pode melhorar economicamente.
Para o ex-ministro, as perguntas da sondagem podem não captar exatamente o que o governo precisa entender para enfrentar questões específicas. Entre as hipóteses, citou impactos no orçamento familiar e juros, que teriam início de queda porém de forma gradual.
Do ponto de vista macro, Haddad afirmou que o Brasil vive um ciclo de desenvolvimento sustentável e reiterou confiança nessa leitura, mesmo diante de sinais de insatisfação entre eleitores. Não houve avaliação sobre cenários políticos.
Agenda do governo
Durante a entrevista, Haddad informou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano seria apresentada nesta quarta-feira. O objetivo, segundo ele, é manter consistência nas contas públicas e ampliar programas sociais, em linha com o governo Lula.
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