- O governo projeta salário mínimo de R$ 1.717 para 2027, com início em janeiro e pagamento a partir de fevereiro, conforme o PLDO enviado ao Congresso.
- O valor ainda pode sofrer alterações; o mínimo definitivo será conhecido em dezembro, com divulgação do INPC de novembro.
- O reajuste é a soma da inflação (INPC) dos 12 meses até novembro e do crescimento real do PIB dos dois anos anteriores (PIB de 2025, 2,3%).
- Hoje, o salário mínimo está em R$ 1.621; se confirmar a projeção, o reajuste de 2026 ficaria em 5,92% (R$ 96).
- O mínimo serve de referência para cerca de 61,9 milhões de pessoas, incluindo beneficiários do INSS e outras prestações atreladas ao piso.
O governo federal projeta um salário mínimo de 1.717 reais para 2027, com início no mês de janeiro e pagamento a partir de fevereiro. A estimativa está no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado ao Congresso nesta quarta-feira.
A proposta pode sofrer alterações até a divulgação do valor definitivo, prevista para dezembro deste ano, quando sai o INPC de novembro. A LDO define metas e prioridades para o próximo ano e orienta a elaboração da LOA, que consolida o orçamento anual.
Cálculo do reajuste
O reajuste do salário mínimo considera a soma de dois índices: a inflação medida pelo INPC em 12 meses até novembro e o crescimento real do PIB dos dois anos anteriores. Em 2027, utiliza-se o PIB de 2025, que fechou em 2,3%.
Situação atual e histórico
Atualmente, o piso é de 1.621 reais, após reajuste de 6,79% neste ano. Se a projeção de 2027 for mantida, o reajuste de 2026 seria de 5,92%, equivalente a 96 reais.
Contexto orçamentário
A mudança no cálculo do salário mínimo busca alinhar o piso aos limites do novo arcabouço fiscal, com teto de crescimento entre 2025 e 2030. Economistas discutem impactos de reajustes acima da inflação sobre as contas públicas e a taxa de juros.
Referência para beneficiários
Dados do Dieese apontam que o salário mínimo serve de referência para cerca de 61,94 milhões de pessoas no Brasil, incluindo 29,27 milhões de beneficiários do INSS vinculados ao piso. Além disso, aposentadorias e o BPC acompanham o valor.
Histórico de reajustes
O modelo de reajuste mudou com o governo Lula, passando a combinar inflação de anos anteriores com o PIB de dois anos atrás. Antes, sob o governo Bolsonaro, o reajuste se baseava apenas na inflação, sem ganho real.
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