- O júri decidiu que a Live Nation atuou como monopólio, violando leis antitruste, em um caso movido por mais de trinta estados.
- A empresa domina venda de ingressos, promoção de shows e locais, e foi acusada de usar ameaças e retaliação para forçar artistas e espaços a utilizarem seus serviços.
- Alegações incluem que a Live Nation atrasaria turnês lucrativas para locais que não fechassem contratos exclusivos com a Ticketmaster e que artistas só poderiam se apresentar em anfiteatros da empresa se também utilizassem sua promoção de shows.
- As consequências podem ir de multas pesadas a um possível desmembramento da Live Nation e da Ticketmaster; a empresa deve apresentar recurso, e o caso pode se estender por anos.
- O veredito marca um marco histórico e encerra anos de pressão regulatória sobre a empresa, que já enfrentou um acordo com o Departamento de Justiça em 2019 e novas acusações em 2024.
Live Nation foi considerada responsável em um grande julgamento antitruste, promovido por mais de 30 estados. O veredito determina que a empresa operava como monopólio nas áreas de venda de ingressos, promoção de shows e gestão de locais. O júri levou quatro dias para decidir.
Segundo o veredito, a Live Nation utilizou práticas de pressão para manter artistas e espaços apenas com seus serviços. A acusação aponta propostas de exclusividade para ingressos e a possibilidade de que shows de determinadas turnês não fossem realizados em locais que não assinam com a empresa.
A decisão pode gerar multas expressivas e, em hipótese mais extrema, a fragmentação da empresa e da Ticketmaster. A Live Nation já informou que pretende recorrer, o que pode prolongar o processo por anos. O caso ressalta o peso regulatório sobre o setor de entretenimento ao vivo.
Consequências e histórico regulatório
Entre os aspectos históricos, o DOJ abriu um inquérito em 2018 sobre o acordo de consentimento de 2010, resultante da fusão entre Live Nation e Ticketmaster. Em 2019, o acordo foi mantido com alterações para evitar retaliação a locais que utilizassem outras opções de venda de ingressos.
Em 2024, o Departamento de Justiça voltou a processar a empresa por supostas violações contínuas do acordo. A decisão de agora marca o momento mais relevante até aqui no monitoramento regulatório do setor, com impactos potenciais para artistas, casas de show e concorrentes.
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