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Minerva reabre mercado com emissão de bonds de US$ 600 milhões

Minerva levanta US$ 600 milhões em bond de dez anos; taxa de 7,625% aponta melhora de fundamentos e uso para refinanciar dívidas de curto prazo

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  • A Minerva fechou captação de US$ seiscentos milhões com um bond de dez anos, com taxa de 7,625% ao ano e cupom de 7,5%.
  • Os recursos serão usados para refinanciar dívidas de curto prazo: 30% em CRAs com vencimento em doze meses e o restante em linhas de trade finance.
  • Foi a primeira emissão internacional de uma empresa brasileira desde o fim de janeiro, quando Sabesp, FS Bio e Azul levantaram quase US$ 3,5 bilhões.
  • O plano anterior era captar US$ 500 milhões, mas a demanda superou a oferta em 2,5 vezes, levando o tamanho a US$ 600 milhões.
  • Os coordenadores foram Bradesco BBI, JP Morgan e Morgan Stanley; o CFO Edison Ticle afirmou que a operação não aumenta a alavancagem.

A Minerva divulgou hoje a captação de US$ 600 milhões por meio da emissão de um bond de dez anos, com taxa de 7,625% ao ano e cupom de 7,5%. A operação marca a retomada de emissões internacionais por empresas brasileiras após o fim de janeiro.

Foi a primeira captação externa de uma empresa brasileira desde Sabesp, FS Bioe Azul, que juntas levantaram perto de US$ 3,5 bilhões. Os recursos vão refinanciar dívidas de curto prazo, com 30% em CRAs com vencimento em 12 meses.

O restante será aplicado em linhas de trade finance, segundo o comunicado da Minerva. A última captação externa da empresa ocorreu em 2023, quando levantou US$ 1 bilhão para comprar ativos da Marfrig, a uma taxa de 8,875%.

Edison Ticle, CFO da Minerva, disse ao Brazil Journal que a taxa caiu pela melhoria dos fundamentos e que os novos recursos não aumentam a alavancagem. As operações já estão integradas.

O mercado externo ficou fechado por dois meses e meio devido a reestruturações de dívida de várias operações, como Raízen, Braskem e Ambipar. A possível volatilidade global também pesou na aversão a risco.

Entretanto, during os roadshows, executivos visualizaram demanda por papéis de países emergentes considerados de baixo risco, reforçando o apetite por emissores da região.

Segundo Ticle, o plano inicial era captar US$ 500 milhões, mas a procura superou a oferta em 2,5 vezes, motivando o aumento do tamanho da emissão.

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