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Quatro ex-diretores do BC mudaram voto e autorizaram Master em 2019

Quatro ex-diretores do Banco Central mudaram voto e aprovaram a operação do Banco Master em outubro de 2019, após nova origem de recursos, evidenciando lacunas de governança

O Banco Central aceitou pedido depois do envio de novos documentos que atenderam à regra de capitação mínima, segundo o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo
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  • Em 2019, quatro ex-diretores do Banco Central—Otávio Ribeiro Damaso, Carolina de Assis Barros, Maurício Moura e Paulo Sérgio Neves de Souza—deram aval à operação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o Banco Máxima, que virou Master.
  • A primeira votação, em fevereiro de 2019, rejeitou o pedido por não ter ficado comprovada a origem dos recursos; em outubro de 2019, com nova formação da diretoria, a aquisição foi aprovada por unanimidade.
  • Paulo Souza, afastado em 2023 por suspeita de recebimento de mesada de Vorcaro, esteve na diretoria durante a decisão inicial; Vorcaro está preso por fraudes.
  • O governo Lula atribui parte da controvérsia ao governo Bolsonaro; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que as investigações internas não apontam culpa a Campos Neto.
  • Foram os ex-integrantes indicados por Bolsonaro que votaram pela aprovação em outubro de 2019, quando Campos Neto presidia o BC; o caso envolve ainda questionamentos sobre a origem de recursos e governança do Master.

O Banco Central autorizou a operação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em 2019, após receber novos documentos que, segundo o presidente da instituição, atenderam à regra de captação mínima. Quatro ex-diretores votaram pela mudança na avaliação na ocasião.

Os ex-diretores que indicaram pela mudança ao longo da gestão de Campos Neto são Otávio Ribeiro Damaso, Carolina de Assis Barros, Maurício Moura e Paulo Sérgio Neves de Souza. Damaso havia sido reconduzido ao cargo em governos anteriores; Barros, Moura e Souza passaram a integrar a direção na indicação de Bolsonaro.

Paulo Souza, por sua vez, foi afastado em 2023 após investigação da Polícia Federal sobre recebimento de mesada possivelmente ligada a Vorcaro. O ex-diretor ficou no cargo entre 2017 e 2023, durante governos Temer e Bolsonaro. Vorcaro está preso por suspeitas de fraudes associadas ao caso.

Reviravolta na decisão de 2019

A autorização foi dada oito meses após a rejeição inicial, quando a diretoria afirmou que a origem dos recursos não ficava clara. No primeiro momento, a questão de capital mínimo não teria sido atendida, o que levou à negativa.

Em outubro de 2019, com nova formação da diretoria, a operação recebeu aval unânime. O BC passou a entender que Vorcaro apresentou outra origem de recursos, atendendo aos requisitos para a aprovação. Quatro dos oito integrantes da diretoria já estavam no cargo em fevereiro de 2019.

Campos Neto e a atuação do BC

Campos Neto comandou o BC de fevereiro de 2019 a dezembro de 2024. Galípolo afirmou que, em 2023, houve solicitação para análise na carteira do Master pela Diretoria de Fiscalização. Em 2024, pediu que três escritórios de advocacia avaliassem os ativos da instituição.

O BC também emitiu um termo de ajuste de conduta para o Master em novembro de 2024, devido à falta de liquidez e atraso no pagamento de depósitos compulsórios, com prazo de seis meses para correção. Não houve participação de Campos Neto em audiências da CPI do Crime Organizado.

Banco Máxima e sancões do BC

O Banco Máxima, ligado a Alberto Maurício Caló e Saul Dutra Sabbá, recebeu processo administrativo sancionador por irregularidade grave, envolvendo a simulação de valorização de investimentos para reduzir prejuízo contábil. A autoridade inabilitou ambos para atuar como administradores de instituição supervisionada em 2018.

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