- O Reino Unido está testando um sistema de energia com desconto para residências em dias de ventos fortes, para usar o excedente de geração sem desligar a rede.
- No relatório Summer Outlook, a operadora de sistema nacional de energia (NESO) alerta que a oferta pode superar a demanda neste verão, especialmente com mais fotovoltaica residencial.
- A participação de renováveis na eletricidade britânica atingiu quarenta e quatro por cento em dois mil e vinte e cinco, alta frente a duzentos zero zero.
- Países europeus, incluindo Alemanha, França e Países Baixos, já reduzem a geração renovável quando há excesso de energia, prática conhecida como curtailment, para evitar sobrecarga na rede.
- Uma alternativa avaliada é pagaar casas, empresas e indústrias para consumirem energia excedente, o que poderia reduzir custos de faturas e ajudar a manter a rede estável.
A Grã-Bretanha avalia uma nova forma de lidar com o excedente de energia gerada por fontes renováveis. Em meio a picos de produção de solar e eólica, o país testa incentivos para incentivar o consumo de eletricidade quando a oferta está alta. A ideia é evitar o desligamento de usinas e reduzir custos para o sistema.
O relatório Summer Outlook, divulgado pelo operador nacional de sistemas de energia NESO, aponta que a geração de solar tem elevado a capacidade disponível, com possibilidade de exceder a demanda em parte do verão. O documento também indica que o Reino Unido pode se tornar exportador de energia em certos períodos.
A proposta envolve tarifas variáveis e pagamentos diretos a consumidores, para estimular o uso de energia em momentos de excesso. Analistas destacam que, além de reduzir desperdícios, a medida pode baratear contas em cenários de pico solar, como quando a máquina de lavar é ligada em dias ensolarados.
O tema ganha relevância diante de redes elétricas que enfrentam dificuldades para acompanhar o crescimento de renováveis. Grids derretidos para a estabilidade impedem o fluxo constante entre fornecimento e demanda, exigindo ajustes em tempo real.
Dados da Montel Energy mostram que, em 2025, a Grã-Bretanha arcou com 363 milhões de libras em pagamentos pela curta duração de parques eólicos, e 1 bilhão de libras para recompor a energia curta. Os custos repercutem diretamente nas tarifas aos consumidores.
Especialistas ressaltam que a descentralização da energia, com mais solar residencial, dificulta a previsão de demanda. A expansão de instalações solares domésticas aumenta a geração local e pressiona o gerenciamento da rede.
A necessidade de armazenamento adequado é destacada por analistas: sem baterias ou soluções de armazenamento, excedentes podem sobrecarregar a rede. Mesmo com planos de modernização, o ritmo de transição exige ajustes contínuos.
A proposta de remuneração pelo uso de energia excedente surge como alternativa ao simples desligamento de fontes. Com melhorias na infraestrutura e maior integração de veículos elétricos, a demanda pode acompanhar o crescimento de renováveis.
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