- A Vitacon aposta na Rua Augusta, em São Paulo, como novo eixo nobre, com quatro terrenos na via e expectativa de valorização similar à da Avenida Rebouças após mudanças no zoneamento.
- O CEO Ariel Frankel afirma que cerca de 80% das opções de terrenos disponíveis já estão comprometidas com projetos em andamento na Augusta.
- O preço do metro quadrado na região subiu de R$ 34.191 em 2020 para R$ 42.700 em 2025, com valores no alto padrão acima de R$ 60.000 por m²; a empresa planeja 13 lançamentos em 2026 totalizando R$ 1,8 bilhão em VGV.
- A Augusta foi incorporada a revisões do mapa de zoneamento em 2024, aumentando o potencial construtivo e fortalecendo a comparação com a Rebouças, que se tornou polo corporativo.
- Em paralelo, a Vitacon enfrenta questionamentos da CPI da Habitação Social sobre unidades de Habitação de Interesse Social (HIS); a empresa sustenta que seguiu as normas e que não pretende eliminar HIS, mantendo-as como complemento ao portfólio.
A Vitacon aposta na Rua Augusta como o novo eixo nobre de São Paulo. O CEO Ariel Frankel afirma que cerca de 80% das opções de terrenos na via já estão comprometidas com projetos em andamento, mesmo a incorporadora não tendo adquirido terreno na região. A aposta envolve quatro terrenos já mapeados pela empresa.
A visão acompanha movimentos de valorização ocorridos nas avenidas próximas. Frankel compara a Augusta ao que aconteceu com a Avenida Rebouças após a revisão do Plano Diretor em 2014, quando a área passou a permitir mais usos e maior densidade. O entorno vem ganhando atratividade por sua proximidade com o polo corporativo da Faria Lima.
A consolidação da região ganhou impulso com mudanças de zoneamento em 2024 que incluíram trechos da Augusta em zonas de corredor e estruturas de transformação urbana. Em termos de mercado, o metro quadrado da Augusta subiu de cerca de R$ 34 mil em 2020 para R$ 42,7 mil em 2025, segundo a consultoria Binswanger, com negociações de alto padrão acima de R$ 60 mil/m².
A Vitacon já possuía empreendimento na área antes das alterações e ampliou a aposta com novos projetos para 2026. O grupo aponta que o valor dos imóveis na Rebouças dobrou nos últimos cinco anos e que o objetivo é oferecer imóveis com custo competitivo para aproveitar a valorização prevista na Augusta. A empresa antecipa 13 lançamentos em 2026, com VGV estimado em R$ 1,8 bilhão.
Questionamentos em habitação social
Paralelamente, a Vitacon enfrenta questionamentos na CPI da Habitação Social, instaurada em 2025 para apurar irregularidades na venda de moradias populares em São Paulo. A empresa inclui unidades de Habitação de Interesse Social (HIS) em empreendimentos situados em zonas de maior adensamento, o que amplia o potencial construtivo.
As HIS representam cerca de 20% das unidades onde são aplicadas, mas Frankel afirma que correspondem a menos de 5% do portfólio total. A CPI investiga se as vendas a investidores não enquadrados nas regras ou se houve locação de HIS fora das restrições legais, incluindo modelos de locação de curta temporada operados por empresas associadas.
Frankel disse que a Vitacon seguiu as normas em todas as vendas e que não há fiscalização específica sobre a locação após a comercialização, defendendo que a prefeitura poderia ter papel nessa regulamentação. A empresa não planeja eliminar as HIS, mantendo-as como complemento ao mix.
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