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10 principais moedas em 2026: forint húngaro se destaca frente ao dólar

Com o Fed contido e choques de energia, o real, o dólar australiano e a coroa norueguesa sobem frente ao dólar em 2026, sinalizando divergência de políticas monetárias

The Christ the Redeemer statue stands in front of the Sugar Loaf mountain and the Guanabara bay in Rio de Janeiro,
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  • Em 2026, várias moedas sobem frente ao dólar à medida que o Fed fica estático diante de choques de energia e inflação, enquanto outros bancos centrais sinalizam alta de juros.
  • Real brasileiro lidera ganhos, cerca de 11% no ano, impulsionado por carry trade com juros de 14,75% e pelo impulso de preços de commodities.
  • Dólar australiano e coroa norueguesa sobem, favorecidos por prêmio de juros e por termos de troca melhores com o petróleo (australiano em torno de 7% no ano; coroa norueguesa próximo de 7%).
  • Forint húngaro registra forte avanço após a eleição de 12 de abril, que aumentou a percepção de normalização das relações com a União Europeia e desbloqueio de fundos congelados.
  • O cenário depende de petróleo e das trajetórias dos bancos centrais: mercados esperam mais cortes do Fed apenas se a inflação ceder, enquanto ECB e outras instituições podem elevar juros.

A virada das moedas em 2026 ganhou impulso após o conflito no Golfo e a postura contida do Federal Reserve, enquanto bancos centrais europeus e do Pacífico sinalizaram aperto monetário. As mudanças chegaram rapidamente, elevando expectativas de altas de juros em várias regiões.

O cenário mudou drasticamente com o aumento recente de preços de energia e a reavaliação de riscos políticos na região. Assim, diversas moedas passaram a ganhar terreno frente ao dólar, cada uma com uma história própria, mas com um núcleo comum: a retirada de suporte monetário pela maior economia mundial não ocorreu.

Principais ganhadores contra o dólar em 2026

O real brasileiro lidera o ranking, com ganhos próximos a 11% no ano. Dois motores atuam: carry trade e commodities, impulsionando a demanda por ativos em reais. O Brasil mantém Selic em 14,75% e atrai investidores que buscam juros elevados e proteção cambial.

O dólar australiano e a coroa norueguesa também sobem, puxados por prêmio de juros e por condições de exportação. A Australia elevou a taxa básica para 4,1% em março, invertendo o viés anterior frente aos EUA. A Noruega se beneficia de movimentos de energia e de uma postura hawkish do banco central.

A moeda colombiana segue o mesmo fio condutor: exportações de petróleo fortalecem receitas externas e ajudam o peso a acompanhar a alta de preços de energia ao longo de 2026.

O caso da forint húngaro

O forint registrou ganho de 6,32% no ano, mas a sua trajetória ganhou contorno marcante nas últimas duas semanas, com elevação de cerca de 8% em abril de 2026. A eleição de 12 de abril, que levou a uma mudança de governo, reduziu o prêmio de risco político e abriu caminho para normalizar relações com a União Europeia.

Analistas destacam que a mudança de governo pode desbloquear fundos estruturais congelados e melhorar a percepção de estabilidade fiscal. O mercado interpretou que esse cenário reduz incertezas associadas a opções políticas anteriores.

O que une esses movimentos

Apesar das diferenças, a linha comum é a posição mais restritiva do Fed frente a choques de inflação oriundos do petróleo. Enquanto bancos ao redor do mundo subiram as taxas ou discutem altas, o Fed permaneceu praticamente imóvel.

Estimativas de mercados indicam maior probabilidade de altas no Banco Central Europeu, no Bank of England e no Bank of Canada em 2026, com o Fed puxando o freio. A probabilidade de pelo menos um corte de juros pelo Fed neste ano aparece abaixo de 40%.

O que pode mudar o quadro

Caso a demanda global se deteriorar rapidamente, a apreciação dessas moedas pode recuar. A normalização rápida de oferta de energia reduziria o prêmio dado pelos agentes aos commodities.

Especialistas destacam que o cenário atual favorece ganhos com sinais positivos de energia e com políticas locais que divergem do Fed. No entanto, qualquer nova turbulência geopolítica pode reverter esse cenário de forma abrupta.

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