- O Itaú Unibanco informou que uma de suas subsidiárias celebrou instrumento para adquirir ativos do BRB, mas os valores são imateriais para o banco e não configuram fato relevante.
- A comunicação foi publicada após questionamento da CVM sobre reportagem que mencionava negociações envolvendo até R$ 1 bilhão em carteiras de empréstimos com aval da União.
- O BRB enfrenta crise após a compra de carteiras do Banco Master, com necessidade de provisionar cerca de R$ 8,8 bilhões, enquanto auditoria independente aponta até R$ 13 bilhões.
- Os ativos saudáveis adquiridos do Master pelo BRB estão avaliados em R$ 21,9 bilhões.
- O governo do Distrito Federal informou proposta de R$ 15 bilhões de um fundo para adquirir parte desses ativos; operação depende de aval do Banco Central e não envolve recursos públicos.
O Itaú Unibanco informou na quarta-feira, 15 de abril de 2026, que uma de suas subsidiárias celebrou um acordo para adquirir ativos do BRB, Banco de Brasília. A transação envolve valores imateriais, segundo o banco, e não é considerada fato relevante para fins de comunicação ao mercado.
O comunicado, assinado pelo diretor de Relações com Investidores, não detalha o montante nem os termos da operação. A nota foi enviada em resposta a questionamento da CVM sobre reportagem publicada pelo Correio Braziliense.
A notícia ocorre no contexto de crise no BRB após a aquisição de carteiras do Banco Master, que resultou em forte deterioração patrimonial. O BRB estima necessidade de uma provisão de cerca de 8,8 bilhões de reais, enquanto auditoria forense aponta até 13 bilhões.
Fantasia de cenário e ativos saudáveis
Os ativos adquiridos do Master considerados saudáveis pelo BRB somam 21,9 bilhões de reais. No DF, a governadora Celina Leão afirmou, em 10 de abril, que um fundo de investimentos apresentou proposta de 15 bilhões para parte dessas carteiras incorporadas pelo BRB. A negociação depende de aval técnico e regulatório do BC.
Segundo o governo do Distrito Federal, a operação não envolve recursos públicos nem afeta o caixa do BRB, e busca preservar os interesses da administração local. A pauta permanece sujeita a aprovações regulatórias e avaliação de impacto financeiro.
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