- Ações globais sobem após projeção positiva da TSMC e expectativa de extensão da trégua entre EUA e Irã.
- A TSMC elevou a previsão de receita ligada à demanda por IA e sinalizou que os próximos três anos de investimento devem superar os anteriores, com capex entre US$ 52 bilhões e US$ 56 bilhões.
- O Brent supera US$ 96 por barril, em meio a fluxo quase paralisado no Estreito de Ormuz; o dólar permanece estável e o ouro avança.
- O otimismo prossegue com sinais de alívio geopolítico e resultados corporativos, levando investidores a manter foco nos fundamentos.
- Destaques corporativos: Barry Callebaut reduz guidance e sofre queda de lucro, enquanto a Kering busca dobrar lucratividade e a Ford suaviza o discurso sobre parcerias na China.
As ações globais operam em alta nesta quinta-feira, impulsionadas pela projeção otimista da Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC) e pela expectativa de extensão da trégua entre EUA e Irã. O movimento ocorre em meio ao otimismo com a demanda por chips de IA.
Futuros do S&P 500 avançam, com o índice já acima de 7.000 pontos na sessão. O Nasdaq 100 sobe cerca de 0,2%, acompanhando o impulso de receitas da TSMC e a percepção de que a demanda por semicondutores permanece robusta. Equipes de tecnologia também buscam condições favoráveis para a Terafab.
O Brent supera US$ 96 o barril, enquanto o trânsito pelo Estreito de Ormuz permanece quase paralisado. Títulos globais sobem, com a Europa liderando a alta, e o dólar permanece estável. O ouro se aproxima de US$ 4.810 por onça.
Projeção da TSMC e demanda por IA
A TSMC elevou a previsão de receita, ressaltando demanda “extremamente robusta” por IA e ampliando o capex para o intervalo de US$ 52–56 bilhões. Analistas apontam que os próximos três anos deve superar os anteriores em investimentos, sinalizando continuidade do ciclo de tecnologia.
Analistas destacam que a leitura do mercado acompanha o viés de alívio geopolítico. A percepção de que a trégua EUA-Irã pode ser estendida sustenta o humor de investidores, mesmo com cautela sobre inflação e juros.
Outros movimentos do dia
Barry Callebaut reduziu a projeção de lucro para o ano, provocando queda de cerca de 15% nas ações, após ajustes no preço do cacau. O CEO aposta em recuperação gradual ao longo de 2026.
No setor de luxo, o CEO da Kering busca elevar a lucratividade do grupo, com foco na Gucci, diante de resultados do primeiro trimestre abaixo das expectativas. Meta inclui elevar margens operacionais e retorno sobre o capital.
Na Ford, o discurso sobre a China ficou mais contido, com o CEO anunciando interesse em ampliar parcerias com fabricantes chineses como Geely e BYD, além de joint ventures já existentes.
Com informações da Bloomberg News, este conteúdo é uma síntese dos principais movimentos de mercados e corporate news do dia.
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